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A trajetória política de João Goulart
<<  Teotônio Monteiro de Barros

Teotônio Maurício Monteiro de Barros Filho nasceu no dia 31 de dezembro de 1901, em Ribeirão Preto (SP), filho de Teotônio Maurício Monteiro de Barros e de Judite Soares Monteiro de Barros.

Em 1919, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, passando a atuar na Liga Nacionalista, movimento fundado nesse mesmo ano com o objetivo de defender a obrigatoriedade do serviço militar e o voto secreto. Bacharelou-se em 1923, passando a advogar na zona de Araraquara (SP).

Tomou parte ativa na Revolução Constitucionalista, deflagrada em São Paulo em julho de 1932 em conseqüência da oposição entre as correntes políticas tradicionais do estado e as forças tenentistas apoiadas pelo governo federal. Nas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte realizadas em 3 de maio de 1933, elegeu-se na legenda da Chapa Única por São Paulo Unido, integrada pelo Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Democrático (PD) de São Paulo e pela Federação dos Voluntário, ao qual era filiado. Em fevereiro de 1934, ao ser fundado o Partido Constitucionalista de São Paulo, passou a fazer parte dos quadros da agremiação. Após ser promulgada a nova Constituição em julho de 1934, realizaram-se eleições para a Câmara Federal ordinária em outubro do mesmo ano. Teotônio foi eleito deputado federal, iniciando seu mandato em maio de 1935. Em novembro de 1937, com o golpe do Estado Novo e a dissolução do Congresso, perdeu seu mandato.

Em 1942, durante a interventoria de Fernando Costa em São Paulo (1941-1945), foi nomeado secretário de Educação e Saúde, deixando o cargo em novembro de 1943 para assumir por pouco tempo a Secretaria de Segurança Pública. Foi também delegado do Brasil às conferências do comércio e emprego da Organização das Nações Unidas (ONU) realizadas em Londres (1946), Genebra, Suíça (1947) e Havana, Cuba (1948).

Em outubro de 1954, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Tentou a reeleição quatro anos depois, mas obteve apenas uma suplência. No pleito de 1962, candidatou-se a vice-governador de São Paulo, ficando em terceiro lugar.

Em janeiro de 1963, realizou-se um plebiscito cujo resultado determinou a volta ao regime presidencialista, que fora abandonado em setembro de 1961 em favor do parlamentarismo. No dia 23 de janeiro, o presidente João Goulart formou novo gabinete, nomeando Teotônio de Barros para a pasta da Educação e Cultura. Ele permaneceu no cargo apenas até 18 de junho, quando se exonerou em decorrência do rompimento entre o Goulart e Ademar de Barros, governador de São Paulo e líder nacional do PSP.

Faleceu em São Paulo no dia 2 de setembro de 1974.

Era casado com Guiomar Lopes Monteiro de Barros.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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