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A trajetória política de João Goulart
<<  Joaquim Pedro de Andrade

Joaquim Pedro de Andrade nasceu no dia 25 de maio de 1932, filho de Rodrigo Melo Franco de Andrade e de Graciema Melo Franco de Andrade.

Afilhado de Manuel Bandeira, desde a infância teve contato com importantes escritores e intelectuais brasileiros. Durante seu curso de física na Faculdade Nacional de Filosofia, fez parte do Centro de Estudos Cinematográficos, cineclube criado por Saulo Pereira de Mello e Mário Haroldo Martins. Nesse período começou a filmar em 16 mm.

Depois de formado, trabalhou por pouco tempo como físico. Em 1957, fez seu ingresso no mundo do cinema, tendo participado como assistente de direção de Rebelião em Vila Rica, dirigido por Geraldo e Renato Santos Pereira filmado em Ouro Preto. Foi sócio da Saga Filmes, juntamente com Gérson Tavares e Sérgio Montagna. Em 1960, dirigiu o curta-metragem Couro de gato, integrado em 1962 ao longa-metragem Cinco vezes favela. Ainda em 1960, e já fora da produtora, foi estudar cinema em Paris, tendo cursado o Instituto de Altos Estudos Cinematográficos e estagiado na Cinemateca Francesa. Depois seguiu para Londres, onde cursou direção cinematográfica na Slade School of Art, graças a uma bolsa da Fundação Rockfeller. Em seguida, estagiou na produtora dos irmãos Albert e David Maysles, em Nova York.

Em 1962 voltou ao Brasil, filmando no ano seguinte o seu primeiro longa-metragem, o documentário Garrincha, alegria do povo, premiado no Festival de Cinema de Cortina D'Ampezzo, na Itália. Em 1965, já durante o regime militar, ficou preso por uma semana, por ter organizado, junto com outros intelectuais, uma manifestação contra o governo do general Humberto Castelo Branco, por ocasião da abertura de uma conferência da Organização dos Estados Americanos, no Rio. Nesse mesmo ano, filmou o poema de Carlos Drummond de Andrade, O padre e a moça, seu primeiro longa-metragem ficcional.

Em 1969, dirigiu Macunaíma, baseado na obra homônima do escritor Mário de Andrade, considerado por muitos seu trabalho mais importante. Três anos depois, filmou Os inconfidentes. No Festival do Cinema Brasileiro em Brasília, em 1975, seu filme Guerra conjugal, inspirado no livro do mesmo nome de Dalton Trevisan, foi escolhido como a melhor produção e ele como melhor diretor. Em 1979 filmou Vereda tropical, um dos quatro episódios do longa-metragem Contos eróticos.Seu ultima trabalho foi O homem do pau brasil, realizado em 1982, uma evocação ao poeta e escritor Oswald de Andrade e ao Manifesto Antropofágico.

Morreu no Rio de Janeiro, no dia 19 de setembro de 1988, antes de concretizar diversos projetos em que estava envolvido, entre os quais a filmagem do clássico Casa grande e senzala, do sociólogo Gilberto Freyre.

Foi casado em primeiras núpcias com Sarah Castro Barbosa, com quem teve uma filha. Depois casou-se com a atriz Cristina Aché, tendo mais dois filhos.

[Fonte: RAMOS, F.P. e MIRANDA, L.F.A. de. Enciclopédia do cinema brasileiro. São Paulo: Editora SENAC, 2000.]

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