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A trajetória política de João Goulart
<<  Hélio de Almeida

Hélio Melo de Almeida nasceu no dia 12 de junho de 1919, no Rio de Janeiro, filho de Manuel Joaquim de Almeida e de Noêmia Melo de Almeida.

Ingressou em 1939 na Escola Politécnica, hoje Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ainda estudante, participou ativamente do movimento estudantil, chegando a ser presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade do Brasil, em 1941, e da União Nacional dos Estudantes (UNE), em 1942. Nesse ano, envolveu-se no movimento em prol do fim da neutralidade do Brasil em relação à Segunda Guerra Mundial e do rompimento das relações diplomáticas com as potências do Eixo.

Bacharel em engenharia civil e elétrica em 1943, tornou-se membro, em 1955, do conselho diretor do Clube de Engenharia, passando três anos depois à condição de secretário-geral. Em 1º de setembro de 1961, assumiu a presidência do clube, em meio à grave crise política decorrente da renúncia do presidente Jânio Quadros e do veto dos ministros militares à posse do seu substituto legal, o vice-presidente João Goulart.

Durante o governo Goulart (1961-1964) assumiu a pasta da Viação e Obras Públicas, em julho de 1962, no gabinete parlamentarista chefiado por Brochado da Rocha, permanecendo no cargo até a reforma ministerial promovida pelo presidente, em junho de 1963, já na fase presidencialista. Durante sua gestão, foi inaugurada a pavimentação da rodovia Rio-Bahia e foi iniciada a duplicação da Rio-São Paulo. Em seguida assumiu a presidência da Comissão Especial para Assuntos de Petróleo, na qual permaneceu até a eclosão do golpe militar que depôs o presidente João Goulart, em 31 de março de 1964. Em agosto desse ano, ele completou seu mandato na presidência do Clube de Engenharia

Em julho de 1965, Hélio de Almeida foi escolhido pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para concorrer ao governo da Guanabara na eleição de outubro seguinte. Contudo, sua candidatura, apoiada pelo Partido Social Democrático (PSD), foi considerada inaceitável pelo governo do general Humberto Castelo Branco por suas relações com o presidente deposto. O candidato afinal lançado pela coligação PTB-PSD, Francisco Negrão de Lima, acabou sagrando-se vitorioso no pleito.

O Ato Institucional nº 2, assinado em 27 de outubro de 1965, extinguiu os partidos políticos existentes e criou as condições para a implantação do bipartidarismo. No início de 1966, Hélio de Almeida filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição. No ano seguinte, voltou à presidência do Clube de Engenharia. Reeleito em 1970 permaneceu na presidência da entidade até 1973.

Deputado federal pelo estado da Guanabara na legenda do MDB na legislatura 1975-1979, com a reorganização partidária ocorrida depois da extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse último ano, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). A partir de 1979, dedicou-se a atividades profissionais até 1995, quando foi acometido de grave enfermidade.

Foi casado em primeiras núpcias com Ione Castro de Almeida, com quem teve um casal de filhos e, em segundas núpcias, com Maria Carlota Wolff de Almeida, tendo mais uma filha.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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