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A trajetória política de João Goulart
<<  Carlos Lyra

Carlos Eduardo Lyra Barbosa nasceu no dia 11 de maio de 1939, no Rio de Janeiro.

Compositor, cantor e instrumentista, ainda na escola conheceu Roberto Menescal. Com ele abriu, em 1954, uma escola de violão em Copacabana, que se tornaria ponto de encontro de futuros artistas da Bossa Nova. Considerado um dos precursores desse movimento musical por sua primeira composição, Quando chegares (1954), em meados da década de 1950 participava do conjunto do pianista Bené Nunes, apresentava-se em shows universitários e continuava a compor. Gravou seu primeiro disco em 1959, Carlos Lira-Bossa nova.

Foi um dos fundadores do Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional dos Estudantes, em 1962. Nesse período, também musicou diversas peças, como A mais valia vai acabar, seu Edgar, de Oduvaldo Viana Filho, O dragão e a fada, de Maria Clara Machado, e Um americano em Brasília, de Francisco de Assis e Nelson Lins e Barros. Musicou também o curta-metragem Couro de gato (1963), de Joaquim Pedro de Andrade, um dos episódios de Cinco vezes favela (um dos marcos do Cinema Novo), e Bonitinha mas ordinária, filme de José Pereira de Carvalho. Ainda em 1963, ingressou na Rádio Nacional, onde permaneceria até o golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, em 31 de março de 1964.

Ainda em 1963, apresentou-se no Festival de Bossa Nova, no Carnegie Hall, em Nova York, e compôs Pobre menina rica, juntamente com Vinícius de Morais, espetáculo que lançou a cantora Nara Leão. No ano seguinte, assumiu a direção musical do Teatro de Arena (São Paulo) e do CPC (Rio de Janeiro). Em 1965, foi para os Estados Unidos apresentar-se no festival de jazz de Newport com Stan Getz, com quem excursionou por diversos países. A partir daí, fixou-se por um tempo no México, onde trabalhou como locutor, fez diversas trilhas para cinema e teatro e também jingles para a televisão. Ainda no México, dirigiu em 1970 a peça Ouviu falar em dragão, trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor e ator daquele ano.

Em 1971 voltou ao Brasil, onde fez trabalhos para a televisão e gravou os LPs E no entanto é preciso cantar, com Chico Buarque (1971), Eu e elas (1971), Carlos Lira (1973) e Herói do medo (gravado em 1974 e lançado em 1975). Em 1974, mudou-se para Los Angeles para estudar astrologia, retornando ao Brasil dois anos depois com o lançamento de seu livro O seu verdadeiro signo.

Em 1979, participou do congresso de reconstrução da UNE em Salvador, onde cinco mil jovens cantaram sua música Hino da UNE, composta em parceria com Vinícius de Morais. Nas décadas de 1980 e 1990, continuou a fazer shows e turnês, gravou discos e trilhas sonoras. Lançou seu songbook em 1994.

Em sua carreira trabalhou com importantes parceiros, entre os quais Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Chico Buarque, Rui Guerra e Vinícius de Morais.

Casou-se com Kate Lyra, com teve uma filha.

[Fonte: Internet: www.carloslyra.com - www.sombras.com.br - www.tvebrasil.com.br]

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