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A trajetória política de João Goulart
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Benjamim Dornelles Vargas nasceu no dia 27 de outubro de 1897, em São Borja (RS), filho de Manuel do Nascimento Vargas e de Cândida Dornelles Vargas. Ficou também conhecido pelo apelido de Bejo.

Após a Revolução de 1930, tornou-se auxiliar de seu irmão Getúlio Vargas, chefe do Governo Provisório e, em 1932, participou da repressão à Revolução Constitucionalista, de São Paulo. Nas eleições de 1934, foi eleito deputado à Assembléia Constituinte gaúcha, pelo Partido Republicano Rio-Grandense (PRR).

Com a abertura do processo de sucessão presidencial, prevista para 1938, Bejo teve atuação de destaque na articulação do projeto continuista de Vargas, que acabou se concretizando com a implantação do Estado Novo (10/11/1937), seguido da dissolução dos órgãos legislativos e dos partidos políticos. Benjamim Vargas, após o frustrado ataque dos integralistas (11/05/1938) ao Palácio Guanabara, residência presidencial, foi orientado pelo próprio Getúlio a formar uma guarda pessoal, sob sua direção, constituída principalmente de elementos recrutados no Rio Grande do Sul.

Em 1943, Benjamim tornou-se chefe do serviço de segurança dos palácios presidenciais. Identificado com o "queremismo", movimento de apoio à tese da convocação de uma constituinte sob a presidência de Getúlio, em 28 de outubro de 1945 foi nomeado por Vargas para substituir João Alberto Lins de Barros no cargo de chefe de polícia do Distrito Federal (diretor do Departamento Federal de Segurança Pública). Os chefes militares viram a medida como um passo no sentido de reforçar a posição do presidente e evitar as eleições previstas para dezembro. Imediatamente articularam a deposição de Vargas, ocorrida no dia 29, entregando a chefia do governo a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Durante o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954), Benjamim envolveu-se no episódio do atentado da rua Toneleros, ocorrido em 5 de agosto de 1954 no Rio, que visava ao líder oposicionista Carlos Lacerda e resultou na morte do major-aviador Rubens Vaz. Devido às ligações dos assassinos com o governo, acirrou-se a campanha contra Vargas, que acabou se suicidando em 24 de agosto de 1954. No relatório final do inquérito, Benjamim foi acusado de crime de favorecimento pessoal, tendo obtido habeas-corpus.

Faleceu no dia 26 de março de 1973, no Rio de Janeiro.

Foi casado com Ondina Correia Vargas e, em segundas núpcias, com Leonor Carneiro Leão.

Seu arquivo pessoal encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

   

 

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