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A trajetória política de João Goulart
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Argemiro de Assis Brasil nasceu no dia 04 de maio de 1909, em São Gabriel (RS), filho de Leônidas de Assis Brasil e de Márcia de Assis Brasil.

Militar, ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em 1927, formando-se em 1930 como aspirante-a-oficial de infantaria. Participou, em 1932, da Revolução Constitucionalista e, com a derrota do movimento, foi preso e exilado na Europa, tendo vivido em Portugal, Espanha e Inglaterra. Beneficiado pela anistia concedida aos revoltosos pelo presidente Getúlio Vargas, retornou ao Brasil em 1934 e reassumiu suas funções militares.

Durante o governo de João Goulart (1961-1964) foi nomeado, ainda em 1961, adido militar junto à embaixada brasileira em Buenos Aires. Em julho de 1963, Goulart promoveu uma reforma ministerial com o objetivo de recompor a sustentação política de seu governo, visando a garantir a implementação das reformas de base. Um acordo promovido pelo presidente entre os generais Jair Dantas Ribeiro, ministro da Guerra, e Osvino Ferreira Alves, da corrente nacionalista, permitiu que o segundo incluísse o nome de Assis Brasil na lista de promoções ao generalato, da qual deveria sair o novo chefe do Gabinete Militar. Assis Brasil foi indicado assessor militar da Presidência, mas recusou o convite, manifestando desejo de continuar em Buenos Aires. Em agosto, contudo, Goulart o convocou de volta ao país e, em outubro, o nomeou chefe do Gabinete Militar, alegando necessidade de sedimentar seu dispositivo de segurança. Como atributo do novo cargo, assumiu também a secretaria geral do Conselho de Segurança Nacional.

Assis Brasil foi sempre considerado um oficial de esquerda e, por diversas vezes, manifestou seu apoio a João Goulart e sua intenção de garantir o controle de possíveis focos de agitação no meio militar, permanecendo ao lado dele em todos os acontecimentos que marcaram o final de seu governo. No dia 1º de abril de 1964, após a deflagração do movimento militar, Assis Brasil voou com Goulart para o Rio Grande do Sul, quando ainda estava sendo cogitada a resistência ao golpe, que o presidente, no entanto, decidiu não apoiar. No dia 4 de abril, acompanhou Goulart ao Uruguai, onde o presidente pediu asilo político.

Com a decretação do Ato Institucional no 1 (AI-1), em 09 de abril de 1964, foi posto na reserva e teve seus direitos políticos suspensos por dez anos. Em fins de 1964, foi preso ao retornar ao país e demitido das fileiras do Exército. Após ser libertado, passou a dar aulas particulares em Canoas (RS). Readquiriu seus direitos políticos em 1974 e, em 1980, foi beneficiado pela anistia decretada no ano anterior pelo presidente João Batista Figueiredo (1979-1985), sendo reformado como general-de-exército.

Foi casado em primeiras núpcias com Alda Gomes de Assis Brasil, com quem teve dois filhos e, posteriormente, com Iná de Assis Brasil. Faleceu no dia 11 de março de 1982, em Canoas (RS).

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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