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A trajetória política de João Goulart
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Antônio Balbino de Carvalho Filho nasceu no dia 22 de abril de 1912 em Barreiras (BA), filho de Antônio Balbino de Carvalho e de Custódia Rocha de Carvalho.

Em 1929, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde matriculou-se na Faculdade de Direito e começou a trabalhar no jornal A Noite. Diplomado em 1932, viajou para a França, onde fez um curso de aperfeiçoamento em economia política na Sorbonne entre 1933 e 1934. De volta a Salvador ainda em 1934, passou a trabalhar no jornal O Imparcial. No mesmo ano elegeu-se deputado estadual pela Legenda Governador Otávio Mangabeira, de oposição ao governo. Durante seu mandato fez parte da comissão responsável por elaborar a Constituição do estado. Teve seu mandato interrompido pela implantação do Estado Novo (10/11/937), passando a exercer as atividades de advogado, jornalista e professor universitário.

Em 1945, com o fim do Estado Novo, ingressou então no Partido Popular Sindicalista (PPS), em cuja legenda concorreu, sem êxito, a uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte, em dezembro de 1945. No ano seguinte, transferiu-se para o Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda se elegeu deputado estadual em janeiro de 1947 e deputado federal em outubro de 1950. Nestas últimas eleições, Getúlio Vargas ascendeu à presidência da República. Em junho de 1953 licenciou-se do mandato por ter sido nomeado ministro da Educação e Saúde, no momento em que o ministério era desdobrado em duas pastas: o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e o Ministério da Saúde. De agosto a dezembro de 1953, cumulativamente com a chefia do MEC, ocupou interinamente a chefia do Ministério da Saúde. Deixou a pasta em julho de 1954, para concorrer às eleições para o governo da Bahia. Retornando à Câmara dos Deputados, exerceu o mandato até o final da legislatura, em janeiro de 1955.

Nas eleições de 1954, Antônio Balbino elegeu-se governador da Bahia. Em 1959, ao findar o seu governo, marcado pela implementação de importantes projetos nos setores viário, energético, de comunicações e de educação, retomou as atividades de advogado.

Retornando à vida pública em setembro de 1961, no início da etapa parlamentarista do governo de João Goulart (1961-1964), assumiu o cargo de procurador-geral da República. Permaneceu na Procuradoria até agosto do ano seguinte, quando foi nomeado membro do Conselho Federal de Educação. Ainda em 1962 foi eleito senador pela Bahia. Em janeiro de 1963, com a reinstalação do presidencialismo, assumiu a pasta da Indústria e Comércio, voltando a ocupar sua cadeira no Senado em junho seguinte.

O golpe militar que depôs João Goulart em 31 de março de 1964 não afetou seu mandato. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao oposicionista Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Ao findar de seu mandato em janeiro de1971, abandonou a vida política, dedicando-se à advocacia no Rio de Janeiro e a projetos agropecuários em Barreiras, sua terra natal.

Casado com Tasila Veloso Viana Balbino de Carvalho, com quem teve duas filhas, faleceu no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio de 1992.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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