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A trajetória política de João Goulart

<<  Amauri Silva

Amaury de Oliveira e Silva nasceu no dia 17 de janeiro de 1924, em Rio Negro (PR), filho de Elpídio Caetano da Silva e de Juracy Maia de Oliveira e Silva.

Advogado formado pela Faculdade de Direito do Paraná, iniciou sua vida política como vereador em Londrina (PR). Transferindo-se para Curitiba, m outubro de 1954, foi eleito deputado estadual pelo Partido Republicano (PR), reelegendo-se em 1958, desta vez na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No pleito de outubro de 1962, foi eleito senador pelo PTB.

Tornou-se ministro do Trabalho e Previdência Social no governo João Goulart (1961-1964) em junho de 1963, no bojo de uma ampla reforma ministerial provada pelo fracasso da política econômica e pelas crescentes divergências entre o então titular da pasta do Trabalho, Almino Afonso, e o presidente Goulart. Político pouco conhecido nos meios sindicais, Amaury Silva participou das negociações com os marinheiros e fuzileiros que, liderados pelo cabo José Anselmo dos Santos, se rebelaram em 26 de março de 1964 e se recolheram ao sindicato dos metalúrgicos no Rio de Janeiro, em protesto contra as restrições impostas à categoria. Em 30 de março, acompanhou Goulart numa homenagem prestada pela Associação de Sargentos e Suboficiais da Polícia Militar na sede do Automóvel Clube.

Após o golpe militar que depôs o presidente em 31 de março, Amaury Silva acompanhou Jango na sua viagem para o Uruguai, onde ambos solicitaram asilo político. Durante os dez meses em que Amaury Silva esteve à frente da pasta do Trabalho, o número de sindicatos de trabalhadores rurais passou de 150 para 1.150; nesse período, foram também organizadas federações de trabalhadores nos então 21 estados brasileiros e a própria Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Em 9 de abril foi editado o Ato Institucional nº 1 que foi o primeiro elemento formalizador das transformações políticas introduzidas pelo movimento de 1964, permitindo punições extralegais de adversários do novo regime. Incluído na primeira lista de cassações, tendo seus direitos políticos suspensos por dez anos, Amaury Silva permaneceu no Uruguai até 1972, ano em que retornou ao Brasil.

De volta à vida pública, em abril de 1979 ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido oposicionista. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Entre 1984 e 1991, foi procurador do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Paraná.

Casou-se com Circe Bueno e Silva, com quem teve quatro filhos.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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