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A trajetória política de João Goulart
<<  Alfredo Nasser

Alfredo Nasser nasceu em Caiapônia (GO) no dia 30 de abril de 1907, filho de Miguel Isaac Nasser e de Alba Isaac Nasser.

Bacharelou-se em direito em São Paulo no ano de 1927. Deputado estadual em Goiás, participou da campanha da Aliança Liberal, movimento oposicionista que lançou a candidatura do gaúcho Getúlio Vargas à presidência da República. Nas eleições de março de 1930, o vencedor foi todavia o candidato oficial Júlio Prestes. Após a eclosão da Revolução de 1930, que destituiu o presidente Washington Luís no dia 24 de outubro e em 3 de novembro conduziu ao poder Getúlio Vargas, os órgãos legislativos do país foram suprimidos. Alfredo Nasser perdeu então o mandato.

Após a promulgação da nova Constituição em julho de 1934, Nasser foi eleito deputado à Assembléia Constituinte de Goiás. No decorrer do mandato, participou da Aliança Nacional Libertadora (ANL), criada no início de 1935 reunindo comunistas, socialistas, social-democratas e antifascistas. Com a implantação do Estado Novo em 10 de novembro de 1937 e o fechamento das casas legislativas do país, perdeu mais uma vez o mandato de deputado estadual.

Após a deposição de Vargas pelos chefes militares em 29 de outubro de 1945, elegeu-se em dezembro seguinte suplente de deputado por seu estado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumiu mandato ordinário após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), e em janeiro de 1947 foi eleito senador por Goiás. Renunciando ao mandato de deputado federal, assumiu a seguir o mandato de senador. Candidato derrotado à reeleição em outubro de 1950, deixou o Senado em janeiro de 1951. Dois anos depois, foi designado membro do Conselho Nacional de Economia, cargo que ocupou até o suicídio do presidente Getúlio Vargas (24/8/ 1954).

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por Goiás, assumindo o mandato em fevereiro de 1959. Por ocasião da crise causada pela renúncia do presidente Jânio Quadros (24/8/1961), assinou, com outros parlamentares, uma nota na qual o grupo firmava a posição de prosseguir normalmente nos trabalhos legislativos e a intenção de defender as instituições democráticas. A crise provocada pelo veto dos ministros militares à posse do vice-presidente João Goulart foi solucionada apenas em 2 de setembro com a adoção do regime parlamentarista. Goulart foi empossado no dia 7 de setembro.

Em 12 de outubro de 1961, Alfredo Nasser foi nomeado ministro da Justiça pelo primeiro-ministro Tancredo Neves. Permaneceu no cargo até 26 de junho de 1962, por ocasião da renúncia coletiva do gabinete, reassumindo o seu mandato na Câmara Federal. Nesse ano, em resposta às pressões para que o Parlamento votasse as chamadas reformas de base propostas por Goulart, declarou que as esquerdas ainda não tinham "quadros para governar o Brasil" e que "um golpe de esquerda" resultaria numa "ditadura de direita". Reeleito deputado federal por Goiás em outubro de 1962, em fevereiro de 1965, já sob o regime de exceção instituído após o golpe militar de 31 de março de 1964, teve seu nome indicado para a presidência da Câmara dos Deputados. Porem, o presidente da República, marechal Humberto Castelo Branco, escolheu Olavo Bilac Pinto.

Faleceu em Brasília no dia 21 de novembro de 1965 em pleno exercício do mandato.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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