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A trajetória política de João Goulart
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Aldo da Silva Arantes nasceu no dia 20 de dezembro de 1938, em Anápolis (GO), filho de Galileu Batista Arantes e de Maria de Lurdes Silva Arantes.

Iniciou suas atividades políticas no movimento estudantil secundarista. Estudante de direito da Pontifícia Universidade Católica, do Rio de Janeiro, foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em julho de 1961. Iniciou a sua gestão no mês seguinte, em meio a uma grave crise nacional, gerada pela renúncia do presidente Jânio Quadros. Como presidente da UNE, viajou para o Rio Grande do Sul a fim de participar, ao lado do governador Leonel Brizola, da campanha da legalidade que visava garantir a posse do vice-presidente João Goulart, vetada pelos ministros militares. Na ocasião, a UNE organizou uma greve estudantil de repúdio à tentativa golpista dos militares.

Em março de 1962, Aldo Arantes comandou a luta da UNE pela participação dos estudantes nos órgãos colegiados da administração das universidades, na proporção de um terço, com direito a voz e voto. Essa luta, levada a todo país através do Centro Popular de Cultura, criado durante sua gestão, e da caravana da UNE volante, desembocou na greve nacional do 1/3, decretada em junho e encerrada em agosto. Durante a greve, a entidade organizou grandes manifestações públicas, entre as quais a ocupação por três dias do prédio do Ministério da Educação e Cultura, no Rio.

Sua gestão marcou a ascensão, dentro do movimento estudantil, do grupo católico Ação Popular (AP), criado em maio de 1962. Em julho de 1962, ao final de seu mandato, deixou a presidência da UNE, sendo substituído por Vinícius Caldeira Brant, também da AP. Já formado, após o golpe militar de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente Goulart, exilou-se em Montevidéu.

De volta ao Brasil em 1965, passou a viver na clandestinidade. Em 1968, foi preso em Alagoas. Libertado seis meses depois, continuou clandestino. Em 1972, juntamente com a maior parte dos militantes da AP, ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), cujo comitê central passou a integrar. Em dezembro de 1976 foi novamente preso, durante o desmantelamento da célula partidária que se reunia no bairro da Lapa, em São Paulo. Em julho de 1977, foi condenado a cinco anos de prisão. Permaneceu preso até agosto de 1979, quando foi beneficiado pela anistia decretada pelo presidente João Figueiredo.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Candidato a deputado federal por Goiás, pelo PMDB, em 1982, obteve apenas uma suplencia, mas acabou exercendo praticamente todo o mandato. No pleito de novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte pelo PMDB. Empossado em fevereiro de 1987, desligou-se do PMDB e ingressou no PCdoB, na legalidade desde o segundo semestre de 1985. Em outubro de 1990, não conseguiu eleger-se. Voltou a disputar um mandato eletivo em 1992, quando assegurou uma vaga na Câmara de Vereadores de Goiânia, pelo PCdoB. Eleito deputado federal pelo PcdoB de Goiás em outubro de 1994, foi empossado em fevereiro de 1995, após o término do seu mandato de vereador. Em outubro de 1998, concorreu, sem sucesso, à reeleição na legenda do PcdoB, obtendo apenas uma suplencia. No pleito de 2002, foi bem sucedido, retornando à Câmara em 2003.

Foi casado com Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, com quem teve dois filhos. Casou-se pela segunda vez com Delaíde Alves Miranda Centeno.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

 

   

 

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