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O Governo de Juscelino Kubitschek

<<  Waldemar Cordeiro

Artista plástico, paisagista e crítico de arte, nasceu em Roma em 1925, onde estudou na Academia de Belas Artes, mudando-se para São Paulo em 1946, onde viria a fixar residência de forma definitiva somente em 1948. A partir daí, sua obra ingressa no abstracionismo, abandonando as características expressionistas de seus primeiros trabalhos.

Em 1949 participou da mostra Do figurativo ao abstracionismo, organizada por Léon Degand, que marca o início das atividades do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Mam-SP). Em 1951 expõe na I Bienal Internacional de São Paulo. No ano seguinte cria o Grupo Ruptura, juntamente com Geraldo de Barros, Lothar Charoux, Luís Sacilotto e Anatol Wladyslaw, entre outros, cuja primeira exposição, acompanhada de manifesto, realiza-se no Mam-SP.

Tornou-se o líder do movimento concreto na capital paulista, estabelecendo contato com os poetas concretos Décio Pignatari, Augusto de Campos e Haroldo de Campos, introdutores do concretismo na poesia. Em 1952 inicia seus estudos de paisagismo, realizando ao longo de sua vida mais de uma centena de projetos para residências, edifícios, parques e praças. Em 1956, com o Grupo Ruptura, organizou a I Exposição Nacional de Arte Concreta, participando da sua edição no Rio de Janeiro no ano seguinte. Em 1959 recebeu o Prêmio Leiner de Arte Contemporânea. Participou em 1960 da Mostra Koncrete Kunst, realizada em Zurique sob a organização de Max Bill.

Em 1964 vai à Europa onde conhece o Groupe de Recherche d"Art Visuel , liderado por Le Parc, Jesus Soto e Tomás Maldonato, com o qual entra também em contato com a arte pop norte-americana. Inicia a partir daí a construção de objetos denominados por Augusto de Campos "pop-cretos". Recebeu em 1965 o Prêmio Itamaraty, na Exposição Internacional de Arquitetura, realizada juntamente à VIII Bienal Internacional de São Paulo. Um ano depois participa da mostra Opinião 65 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e da Proposta 65, realizada na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo. Participa ainda das mostras Proposta 67, também na Faap, e Nova Objetividade, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Expõe em Paris em 1969, no X Salon Grands et Jeunes d'Aujourd'hui e no Salon Comparaisons. Ainda na década de 1960,escrevia uma coluna de artes plásticas para o jornal paulista Folha da Manhã.

A partir de 1968 começou a desenvolver, pela primeira vez no Brasil, pesquisa de arte no computador. Em 1971, organizou a exposição Arteônica, na Faap, em São Paulo, uma mostra internacional sobre o uso dos meios eletrônicos na arte. A partir do ano seguinte, torna-se professor da Universidade Estadual de Campinas, onde dirigiu o Centro de Processamento de Imagens do Instituto de Artes. Faleceu em 1973 e teve retrospectiva póstuma em 1983 organizada pelo Centro Cultural São Paulo. O Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (Mac-Usp) também organizou, em 1986, importante retrospectiva de seus trabalhos. Teve obras expostas na Bienal Brasil Século XX e, em 1996, na exposição Tendências Construtivas no Acervo do Mac-Usp. Participou da I, III, IV( isento de júri), V, VI (isento de júri), VII, VIII, IX, XII, XIII Bienais Internacionais de Arte de São Paulo.

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