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O Governo de Juscelino Kubitschek

<<  Sebastião Pais de Almeida

Sebastião Pais de Almeida nasceu em Estrela do Sul (MG) em 22 de novembro de 1912, filho de Gregório Pais de Almeida e de Orminda Formin Pais de Almeida.

Bacharelou-se em Direito. Em 1934 tornou-se diretor financeiro do Banco Nacional do Comércio de São Paulo. Em 1938 fundou em São Vicente (SP) a Companhia de Vidros do Brasil (Covibra), que prosperou rapidamente. Posteriormente promoveu a fusão da Covibra com duas outras empresas do ramo, formando assim a Vidrobrás Indústrias Reunidas. Em 1947, junto com Lineu Gomes, fundou a Real Transportes Aéreos, cuja presidência ocupou durante cinco anos.

Em 1948 e 1949 participou da comissão de comércio e estudos gerais e da subcomissão bancária vinculadas à Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos. Ocupou a presidência do Banco do Estado de São Paulo entre maio de 1953 e janeiro de 1954, sendo então nomeado secretário de Fazenda do governo paulista. Exerceu interinamente a chefia da Secretaria da Agricultura e integrou, ainda em 1954, a Comissão do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

Assumiu a presidência do Banco do Brasil em 1956, transferindo-se para o Rio de Janeiro. Em maio tornou-se membro da secretaria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Juscelino Kubitschek também o nomeou Governador do Brasil junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial.

Em 1958 o ministro da Fazenda, José Maria Alkmin, foi substituído pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), Lucas Lopes, que empreendeu uma rigorosa política antiinflacionária. Depois das eleições legislativas de outubro desse ano, o governo anunciou programa econômico baseado na busca da estabilização monetária. A proposta de limitação do crédito provocou protestos dos empresários paulistas. Pais de Almeida apoiou a reação dos empresários nacionais e, em dezembro de 1958, recusou-se a cortar o crédito concedido pelo Banco do Brasil para financiar o capital de giro das indústrias.

No início do ano seguinte, a pedido de Juscelino Kubitschek, examinou a crise do setor bancário de São Paulo, provocada pela aplicação do Plano de Estabilização Econômica. Contrário à política oficial de contração do crédito, Pais de Almeida tentou ajudar a recuperação da economia paulista. Em 1959 assumiu interinamente a chefia do Ministério da Fazenda. Nesse mesmo ano tornou-se vice-presidente da Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa).

Pais de Almeida foi um dos maiores entusiastas da transferência da capital federal para Brasília. Entretanto, sua atuação à frente do Ministério da Fazenda foi duramente criticada pela oposição, cujas principais críticas se dirigiam às políticas cambial, creditícia e agrícola, e à emissão de moeda em larga escala.

Com a posse de Jânio Quadros, deixou o ministério. Em outubro do ano seguinte foi eleito deputado federal na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu sua cadeira na Câmara Federal em 1963, durante o governo de João Goulart. Em 1965 a convenção da seção mineira do PSD lançou seu nome para disputar o governo estadual. Em agosto do mesmo ano os líderes udenistas Pedro Aleixo, Adauto Lúcio Cardoso e José Bonifácio Lafayette de Andrada assinaram um memorial intitulado O assalto ao trem pagador, solicitando à Justiça Eleitoral o impedimento da candidatura de Pais de Almeida. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acatou a argumentação dos udenistas e negou o registro para o candidato do PSD.

Em 12 de outubro de 1966, quando o período de vigência do Ato Institucional nº 2 (AI-2) editado pelo general Castelo Branco estava chegando ao fim, Pais de Almeida e mais cinco deputados federais tiveram seus mandatos parlamentares cassados e seus direitos políticos suspensos por dez anos. Depois da cassação, retirou-se da vida pública.

Morreu na cidade do Rio de Janeiro, em 1975.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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