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O Governo de Juscelino Kubitschek

<<  Henrique Fleiuss

Nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 1º de setembro de 1904, filho do historiador Max Fleiuss e de Maria Luísa Negreiros Fleiuss. Em 1920 ingressou na Escola Naval. Em 1930, já como capitão-tenente, passou a integrar o quadro de aviadores da Marinha.

Promovido a capitão-de-corveta, em maio de 1935, fez o curso de comando da Escola de Guerra Naval. Em janeiro de 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, foi transferido para a Força Aérea Brasileira (FAB), passando a major-aviador. Foi promovido a tenente-coronel-aviador em 1941 e designado chefe de gabinete do Estado-Maior da Aeronáutica (Emaer).

No decorrer de 1948, foi chefe de gabinete do brigadeiro Armando Trompowsky, titular da pasta da Aeronáutica durante o governo do general Dutra. Em 1950, foi promovido a brigadeiro e designado adido aeronáutico junto às embaixadas do Brasil em alguns países europeus. Ao retornar ao Brasil, foi nomeado comandante da Escola de Aeronáutica.

Em março de 1956, substituiu o brigadeiro Vasco Alves Seco como titular da pasta da Aeronáutica. Sua posse ocorreu no início do governo do presidente Kubitschek, pouco depois da Revolta de Jacareacanga. Essa rebelião militar, liderada por dois oficiais da Aeronáutica - o major Haroldo Veloso e o capitão José Chaves Lameirão -, representou um teste à autoridade de Juscelino, que enfrentava a aberta hostilidade de grande parcela da oficialidade da Aeronáutica e da Marinha. A substituição do brigadeiro Seco, impopular entre os oficiais, aliada à anistia concedida aos revoltosos, foi vista como um gesto de boa vontade de Kubitschek. Ao ser empossado no ministério, Fleiuss prometeu fazer todo o possível para "trazer a harmonia à Aeronáutica".

Ainda em 1956, o governo norte-americano encarregou seu embaixador no Brasil, Ellis Briggs, de pleitear, junto às autoridades brasileiras, a instalação de uma estação de rastreamento de foguetes em Pernambuco. O presidente Kubitschek submeteu o assunto aos três ministros militares - o brigadeiro Fleiuss, da Aeronáutica, o general Henrique Lott, da Guerra, e o almirante Antônio Alves Câmara Júnior, da Marinha - que vetaram o local estabelecido, sugerindo a ilha de Fernando de Noronha. Em dezembro de 1956, os dois países assinaram um tratado - conhecido como Tratado de Fernando de Noronha. Em troca da base, o Brasil receberia cem milhões de dólares em material para reaparelhar suas forças armadas.

Fleiuss deixou o Ministério da Aeronáutica em julho de 1957.

Em agosto de 1958, Fleiuss foi promovido a major-brigadeiro e em dezembro assumiu a presidência do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), função que exerceu até 1961. Partidário do movimento que depôs o presidente João Goulart, em abril de 1964 assumiu o cargo de chefe do Emaer até dezembro; e em fevereiro de 1965 assumiu o comando da Escola Superior de Guerra (ESG). Permaneceu no cargo até setembro de 1966. Neste último mês passou à reserva com a patente de marechal-do-ar.

Dedicou-se a partir de então à iniciativa privada. Por ocasião da criação do Conselho Superior do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, em 1987, foi eleito seu conselheiro vitalício.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 15 de abril de 1988. Era casado com Déa Fleiuss.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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