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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas
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Nélson de Melo nasceu em Santana do Livramento (RS), no dia 20 de agosto de 1899, filho de Francisco Antônio de Siqueira e Melo e de Maria Isabel de Aguiar Melo. Ingressou na Escola Militar do Realengo (RJ), assentando praça em março de 1917.

Tomou parte na Revolução de 1930, conspirando no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, e participando depois das operações militares neste último estado. Em 1931 foi promovido a capitão e transferido para Pernambuco, onde assumiu a Secretaria de Segurança Pública. Em setembro de 1933, a convite de Getúlio Vargas, Nélson de Melo tornou-se interventor federal no Amazonas até 1935.

Em agosto de 1943 foi nomeado chefe de polícia do Distrito Federal. Promovido a coronel por merecimento em 1944, foi obrigado a deixar a chefia de polícia por força de um aviso recente que estabelecia a incompatibilidade entre oficiais promovidos por merecimento e cargos civis. Em setembro embarcou para a Itália integrando um dos escalões da Força Expedicionária Brasileira (Feb). Regressou ao Brasil em julho de 1945.

Foi simpático ao golpe militar que depôs Vargas em outubro de 1945. Promovido a general-de-brigada em abril de 1950, concorreu sem sucesso às eleições para a presidência do Clube Militar. Em maio de 1952 participou novamente das eleições no Clube Militar como candidato à vice-presidência. Após intensa campanha eleitoral, a chapa de Nélson de Melo saiu vitoriosa.

Em março de 1955 assumiu a Diretoria de Recrutamento do Exército no Rio de Janeiro e, em junho, o comando da 5ª DI, sediada em Ponta Grossa (PR). Em 11 de novembro apoiou o movimento militar liderado pelo general Henrique Lott visando assegurar a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. Tendo sido decretado pouco depois o estado de sítio em todo o país, Nélson de Melo exerceu a função de delegado executor dessa medida constitucional no Paraná.

Com a posse de Juscelino Kubitschek, Nélson de Melo foi nomeado, em janeiro de 1956, chefe do Gabinete Militar da Presidência da República, função que exerceria durante todo o governo de Juscelino. Nessa condição, foi um dos coordenadores da ação militar que reprimiu em uma semana a Revolta de Jacareacanga, deflagrada em fevereiro de 1956 no Pará.

Promovido a general-de-divisão em novembro de 1956 e a general-de-exército em novembro de 1959, em dezembro desse ano Nélson de Melo ajudou a debelar o levante militar chefiado pelo tenente-coronel-aviador João Paulo Burnier e pelo major-aviador Haroldo Veloso, os quais, à frente de uns poucos aderentes, apoderaram-se durante três dias de Aragarças (GO), em protesto contra os rumos políticos que tomava o governo Kubitschek.

Em fevereiro de 1961, Nélson de Melo passou a chefiar a delegação brasileira à Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, a qual presidiu nessa mesma época. Em outubro foi nomeado pelo presidente João Goulart comandante do II Exército. Em julho de 1962 tornou-se ministro da Guerra. Com a renúncia do primeiro-ministro, Francisco Brochado da Rocha, no dia 14 de setembro, Nélson de Melo foi substituído pelo general Amauri Kruel.

O plebiscito de 1963 determinou o retorno ao sistema presidencialista, devolvendo ao presidente João Goulart a plenitude dos poderes que a emenda parlamentarista limitara. Em dezembro do mesmo ano, Nélson de Melo foi transferido para a reserva no posto de marechal. Em março de 1964, participou da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu em São Paulo mais de 500 mil pessoas em protesto contra o governo João Goulart.

Foi reformado em junho de 1969. Em 1970, passou a integrar a diretoria da empresa Ericson do Brasil, com matriz na Suécia.

Casou-se com Odete Guimarães Santos Melo, com quem teve uma filha. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 3 de janeiro de 1989.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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