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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas
<<  João Carlos Vital

João Carlos Vital nasceu em Porto Alegre no dia 11 de março de 1900, filho de José Carlos Vital Filho e de Maria da Glória Vital.

Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade do Rio de Janeiro. Cartógrafo do Departamento Nacional de Saúde Pública em 1922, em 1929 foi designado chefe da seção técnica do recenseamento e, em 1931, diretor da seção demográfica do Departamento Nacional de Estatística. Em 1934, foi nomeado diretor-geral do Departamento de Estatística e Publicidade do Ministério do Trabalho. Foi presidente da comissão organizadora do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários, criada em dezembro de 1936 e extinta, já sob o regime do Estado Novo (1937-1945).

Ministro interino do Trabalho, Indústria e Comércio de maio a setembro de 1938, durante esse período criou o Serviço de Alimentação da Previdência Social, ampliou os institutos da previdência, realizou estudos sobre a construção de casas populares e implantou o salário mínimo no país. Organizou também o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), do qual tornou-se o primeiro presidente.

Diretor do Serviço de Estatística da Previdência e Trabalho em 1940, integrou, de 1942 a 1943, o conselho da Coordenação da Mobilização Econômica, órgão criado pelo presidente Getúlio Vargas para centralizar as atividades econômicas ligadas à intervenção brasileira na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Defensor da implantação da ergonomia no país, foi o idealizador e primeiro presidente do Instituto de Seleção e Orientação Profissional da Fundação Getulio Vargas. Em fevereiro de 1946 deixou a presidência do IRB.

Em abril de 1951, durante o segundo governo Vargas (1951-1954), tornou-se prefeito do Distrito Federal. À frente da prefeitura elaborou o Primeiro Plano de Obras, iniciando em sua administração a construção da primeira adutora do rio Guandu, que visava reforçar o abastecimento de água da cidade, e a elaboração do anteprojeto do Metropolitano do Rio de Janeiro. Nesse período foi apresentado ao Legislativo carioca um projeto de lei tributária que desencadeou intensa polêmica na imprensa e incompatibilizou o prefeito com a Câmara, resultando, em dezembro de 1952, na sua demissão da prefeitura.

Foi ainda fundador e membro do conselho do Instituto de Organização e Racionalização do Trabalho de São Paulo.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 16 de abril de 1984.

Era casado com Corbélia dos Santos Morais Vital, com quem teve dois filhos.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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