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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas

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Iedo Fiúza nasceu em Porto Alegre no dia 15 de setembro de 1894, filho de Adolfo Fiúza e de Maria Luísa Daudt Fiúza.

Diplomado pela Faculdade de Engenharia de Porto Alegre, foi na capital gaúcha que estabeleceu seus primeiros contatos pessoais com Getúlio Vargas. Estabelecendo-se no Rio de Janeiro em 1924, passou a trabalhar em uma firma norte-americana de engenharia, na qual permaneceu até 1930.

Após a Revolução de 1930, com a ascensão de Vargas à chefia do Governo Provisório, foi nomeado prefeito de Petrópolis (RJ). Em 1934, assumiu a diretoria geral do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), passando a acumular os dois cargos. Em 1935, após a promulgação da Constituição de 1934, realizaram-se por voto direto, eleições municipais no Rio de Janeiro, e Iedo Fiúza elegeu-se para a prefeitura de Petrópolis, permanecendo, assim, no cargo que vinha ocupando. Durante o mandato, aproximou-se do então presidente Getúlio Vargas, que passava longas temporadas em Petrópolis. Em 1937, deixou a prefeitura, permanecendo na diretoria do DNER durante os oito anos de vigência do Estado Novo (1937-1945).

Em decorrência do processo de redemocratização iniciado no país a partir de 1945, foi legalizado o Partido Comunista Brasileiro (PCB), então chamado Partido Comunista do Brasil. Nesse mesmo ano, Fiúza, amigo do militante comunista Carlos Costa Leite, foi procurado pelo PCB, que havia decidido lançar um candidato próprio à presidência da República. Mesmo não sendo adepto do comunismo, Fiúza aceitou o convite. Defendendo em sua campanha as liberdades democráticas e uma maior distribuição de renda, foi derrotado, no pleito de dezembro de 1945, pelo candidato indicado pela coligação formada pelo Partido Social Democrático e o Partido Trabalhista Brasileiro, general Eurico Dutra. Conseguiu cerca de 570 mil votos, cerca de 10% do eleitorado de então.

Após as eleições, foi nomeado para o Departamento Nacional de Estradas de Ferro, no Rio de Janeiro. Em 1947, candidatou-se novamente à prefeitura de Petrópolis pelo Partido Socialista Brasileiro, mas não conseguiu eleger-se. Com a volta de Getúlio à presidência em janeiro de 1951, foi designado para o Departamento de Águas. Com o suicídio de Vargas em agosto de 1954, foi colocado à disposição do DNER.

Faleceu no dia 12 de fevereiro de 1975.

Era casado com Maria Teresa Sampaio, com quem teve dois filhos.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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