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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas

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Cristiano Monteiro Machado nasceu em Sabará (MG), no da 5 de novembro de 1893, filho de Virgílio Machado e de Marieta Monteiro Machado.

Bacharel pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro em 1918, de volta a Minas Gerais foi oficial-de-gabinete do presidente do estado, Raul Soares, entre 1922 e 1924. Nesse último ano, assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Prefeito de Belo Horizonte entre 1926 e 1929, em março de 1930 elegeu-se deputado federal. Renunciou ao mandato em setembro para ocupar a Secretaria do Interior do governo estadual de Olegário Maciel. Partidário da Revolução de 1930, que levou Vargas ao poder em novembro desse ano, nesse mesmo mês deixou a pasta do Interior.

Em maio de 1933, conquistou uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte e em outubro de 1934 foi eleito deputado federal. Renunciou ao mandato em 1936, para ocupar, em setembro, a Secretaria de Educação e Saúde Pública de Minas Gerais, no governo de Benedito Valadares. Deixou o cargo no início de novembro de 1945, em decorrência da deposição de Getúlio Vargas (29/10/1945) pelos chefes militares e do conseqüente término do governo Valadares. Ainda em 1945, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda foi eleito deputado à Constituinte de 1946.

Em 15 de maio de 1950, foi lançado candidato à presidência da República pelo PSD nas eleições que se realizariam em outubro. Dois dias depois, o conselho nacional do partido ratificou oficialmente essa decisão, que entretanto ainda dependia de confirmação na convenção nacional.A ala getulista do PSD do Rio Grande do Sul (favorável à indicação de Nereu Ramos) recusou-se a aceitar a candidatura de Cristiano Machado.

Ainda em maio, membros do Partido Social Progressista (PSP), de Ademar de Barros, comunicaram que não apoiariam Cristiano, já que a candidatura de Getúlio Vargas, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), apoiada por Ademar, seria lançada em 17 de junho. Embora o PSD ficasse dividido, o nome de Cristiano Machado foi aclamado no dia 9 de junho, na convenção nacional do partido. Em julho, a maioria do Partido Republicano (PR) manifestou-se favorável ao candidato oficial do PSD, indicando o seu afiliado Altino Arantes para a vice-presidência. Cristiano fez ainda uma aliança com Hugo Borghi, candidato ao governo de São Paulo pelo Partido Trabalhista Nacional.

Nas eleições de 3 de outubro de 1950, a chapa Cristiano Machado-Altino Arantes (PSD-PR) concorreu com as de Eduardo Gomes-Odilon Braga (União Democrática Nacional) e Getúlio Vargas- João Café Filho (PTB-PSP), entre as mais importantes. Vargas saiu amplamente vitorioso, contando, inclusive, com votos de vários redutos do PSD. A transferência dos votos de Cristiano para Vargas caracterizou um processo de esvaziamento eleitoral que ficou conhecido no jargão político como "cristianização". A chapa udenista ficou em segundo lugar.

Em 1953, foi nomeado embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Tendo assumido o cargo em outubro, faleceu pouco depois, em Roma, no dia 26 de dezembro de 1953.

Foi casado com Celina Magalhães Gomes. Viúvo, casou-se pela segunda vez com Hilda von Sperling.

Seu arquivo pessoal encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação da História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getúlio Vargas.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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