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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas

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João Cleofas de Oliveira nasceu no dia 10 de setembro de 1899, em Vitória de Santo Antão (PE), filho de Augusto Teixeira de Oliveira e de Maria Florentina de Lemos Oliveira.

Diplomado em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro em 1920, iniciou sua trajetória política elegendo-se prefeito de sua cidade natal, em maio de 1922. Deputado estadual por Pernambuco entre 1926 e 1928, ao longo do mandato elaborou o projeto de regulamentação da profissão de engenheiro no estado que, aprovado, constituiu a primeira lei regulamentando essa profissão em todo o país. Em janeiro de 1931 foi nomeado secretário de Agricultura, Indústria, Comércio, Viação e Obras Públicas de Pernambuco, pelo interventor federal Carlos Lima Cavalcanti. À frente da pasta, construiu o tronco rodoviário ligando Recife ao interior do estado, criou a Comissão de Melhoramentos Municipais, com o fim de coordenar os investimentos nos municípios, e o serviço de perfuração de poços e açudes.

Em 1934 rompeu com o governo estadual e elegeu-se deputado federal. Com a instalação do Estado Novo (10/11/1937) e o fechamento do Congresso, perdeu o mandato. Retornou à carreira política em 1945, quando participou da fundação da União Democrática Nacional (UDN), por cuja legenda elegeu-se deputado federal constituinte. Em 1950, candidatou-se ao governo de Pernambuco, dando apoio a Getúlio Vargas, candidato vitorioso à presidência pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Derrotado por Agamenon Magalhães, lançado pelo Partido Social Democrático (PSD), Cleofas foi nomeado por Vargas par o Ministério da Agricultura, em janeiro de 1951,.

À frente da pasta, criou, em julho de 1951, a Comissão Nacional de Política Agrária, que elaborou projetos de lei voltados para a reforma agrária, e, no mês seguinte, o Banco Nacional de Crédito Cooperativo, voltado para o incentivo à lavoura de subsistência desenvolvida por pequenos e médios produtores. Instituiu o Fundo de Mecanização da Lavoura e ampliou as linhas de credito da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil. Ainda em 1951, efetivou decreto que criava a Confederação Rural Brasileira, entidade de classe formada pela reunião das federações de associações rurais de todo o país. Encorajou também a criação de federações estaduais de agricultura e de associações rurais municipais.

Cleofas deixou o Ministério da Agricultura em junho de 1954, para concorrer ao governo de Pernambuco no pleito de outubro, sendo, contudo, derrotado pelo general Osvaldo Cordeiro de Farias, indicado pelo PSD. Em 1958, elegeu-se deputado federal e em 1962 candidatou-se novamente ao governo pernambucano, desta vez na legenda do Partido Republicano, contando com o apoio da UDN. Mesmo dispondo de uma poderosa máquina eleitoral, que incluía recursos norte-americanos canalizados pelo Instituto Brasileiro de Ação Democrática, foi derrotado por seu principal adversário, Miguel Arrais, lançado por forças nacionalistas e de esquerda.

Em junho de 1965, em pleito extraordinário realizado para preencher uma vaga na bancada pernambucana, elegeu-se deputado federal pela UDN. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (21/10/1965), e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional, partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em novembro de 1966, elegeu-se senador na legenda arenista. Presidente do Senado em 1970, em 1971 foi eleito presidente de sua Comissão de Finanças, cargo para o qual foi sucessivamente reconduzido até o final do mandato, em 1974. Após fracassar na tentativa de reeleição, afastou-se da vida pública.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 17 de setembro de 1987.

Era casado com Maria Olenka Carneiro da Cunha.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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