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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945
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Augusto Tasso Fragoso nasceu em São Luís, em 1869.

Militar, ainda jovem travou conhecimento, no Rio de Janeiro, com as idéias positivistas divulgadas por Benjamin Constant e participou da operação militar que instaurou o regime republicano no país em 1889. Eleito, contra a sua vontade, deputado à Assembléia Nacional Constituinte em 1890 pelo Maranhão, renunciou ao mandado sem tomar parte de qualquer sessão parlamentar.

Em novembro de 1891 recusou o convite do presidente Floriano Peixoto para assumir a Prefeitura do Distrito Federal. Aceitou, no entanto, a chefia do Departamento de Obras e Viação Geral daquela prefeitura, exercendo o cargo até o mês de abril do ano seguinte.

Em 1893, participou da repressão à Revolta da Armada, que pretendia derrubar o governo de Floriano Peixoto. Anos depois, em 1908, viajou à Europa como membro do estado-maior do ministro da Guerra Hermes da Fonseca. Em 1914 foi nomeado chefe da Casa Militar pelo presidente Venceslau Brás, permanecendo nessa função até 1917. Nesse período, desempenhou papel importante na implantação do serviço militar obrigatório e na remodelação do Exército.

Em 1918 chegou ao generalato. Foi designado, em 1922, para participar dos inquéritos instaurados pelo governo para apurar responsabilidades sobre o levante do Forte de Copacabana, que deu início às revoltas tenentistas que marcaram aquela década. Em novembro desse mesmo ano, foi designado chefe do Estado-Maior do Exército (EME), onde destacou-se no processo de remodelação do Exército orientada por uma missão militar francesa. Exonerou-se da chefia do EME em 1929 por discordar do alijamento do órgão das decisões relativas à reestruturação do ensino militar no país.

Até então exclusivamente dedicado à sua carreira profissional e distante das lutas políticas, Tasso Fragoso recusou convite para participar da Revolução de 1930. O desenrolar dos fatos favorável aos revolucionários acabou, porém, por fazê-lo aceitar a sugestão do general Mena Barreto que propunha o seu nome para, na condição de oficial da ativa mais antigo do país, assumir o comando da operação militar destinada a afastar o presidente Washington Luís. Em seguida, junto com o próprio general Mena Barreto e com o contra-almirante Isaías de Noronha, fez parte da junta governativa que substituiu o presidente deposto e, após certa relutância, transferiu o poder a Getúlio Vargas, comandante das forças revolucionárias.

Em março de 1931, voltou à chefia do EME. Participou, então, do combate à Revolução Constitucionalista de 1932, mas, por considerar-se alijado das decisões mais importantes dessa campanha, voltou a demitir-se da chefia daquele órgão. Em abril de 1933, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Militar (STM), função que exerceu até 1938, quando aposentou-se compulsoriamente por limite de idade.

Morreu no Rio de Janeiro, em 1945.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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