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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945
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Silo Furtado Soares de Meireles nasceu em Ribeirão (PE), em 1900.

Militar, ingressou na Escola do Realengo, no Rio de Janeiro, em 1919. Nessa escola participou, em julho de 1922, da tentativa insurrecional que deu origem ao movimento tenentista. Foi preso em virtude de seu envolvimento na rebelião, só recuperando a liberdade em 1927. Fixou-se, então, por um breve período em Recife, onde colaborou no Diário da Manhã, órgão pertencente aos irmãos Caio e Carlos Lima Cavalcanti, líderes da oposição pernambucana. De volta ao Rio de Janeiro, manteve-se em contato com círculos conspiratórios.

Em 1930, juntou-se a Luís Carlos Prestes na Argentina, participando da fundação da Liga de Ação Revolucionária (LAR), organização que se propunha a trabalhar por uma revolução agrária e antiimperialista. Foi um dos poucos remanescentes do movimento tenentista a seguir a orientação de Prestes, negando-se a participar da Revolução de 1930 por considerá-la uma mera disputa entre forças oligárquicas. Junto com Prestes viveu alguns anos na União Soviética, no início da década de 30, e ingressou no Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB).

Em 1935, regressou ao Brasil clandestinamente. Como membro do Comitê Central do PCB, colaborou na estruturação da Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente política que reunia diversos setores de esquerda, entre eles os comunistas. Nessa época, foi designado para organizar camponeses para a luta armada no Nordeste. Participou, em novembro de 1935, do levante militar deflagrado em nome da ANL em Recife. Por conta disso foi preso e teve cassada a sua patente militar. Em 1937, conseguiu fugir da prisão e se juntou aos contingentes militares arregimentados pelo governador gaúcho Flores da Cunha, então em franca oposição ao governo de Vargas. Voltou a ser preso, porém, após o afastamento de Flores do governo gaúcho, em outubro daquele ano, pouco antes da implantação da ditadura do Estado Novo.

Em 1941, deixou a prisão. Em maio de 1943, passou a trabalhar na Coordenação de Mobilização Econômica e, posteriormente, na Fundação Brasil Central, órgãos do governo federal dirigidos por João Alberto Lins de Barros, seu amigo desde os tempos de lutas tenentistas.

Não abandonou, contudo, o seu arraigado posicionamento anti-Vargas. Em 1945, deixou o PCB por discordar da posição do partido, que defendia a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte com Vargas no poder. Em 1951, foi reincorporado ao Exército.

Morreu no Rio de Janeiro, em 1957.

   

 

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