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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945

<<  Odilon Braga

Odilon Duarte Braga nasceu em Guarani (MG), em 1894.

Advogado, ingressou na Escola de Direito do Colégio Granbery, em Juiz de Fora (MG). Em seguida, transferiu-se para a capital federal, concluindo seu curso na Faculdade de Ciências Jurídicas o Rio de Janeiro, em 1916. Ainda na época que residia em Juiz de Fora, engajou-se na campanha civilista de Rui Barbosa à presidência da República. Após formar-se, exerceu a advocacia em diferentes municípios mineiros e foi promotor público em Ubá (MG).

Amigo pessoal do presidente Raul Soares, foi seu oficial-de-gabinete na Secretaria do Interior de Minas e no Ministério da Marinha, durante o governo do presidente Epitácio Pessoa. Foi também vereador no município de Rio Pomba (MG). Em 1923, elegeu-se deputado estadual pelo Partido Republicano Mineiro (PRM). Em 1927, chegou à Câmara Federal pela mesma legenda. No final do governo de Antônio Carlos no governo mineiro, assumiu a Secretaria de Segurança. Nesse posto, desempenhou importante papel no apoio à Revolução de 1930 em Belo Horizonte. Após a posse de Vargas na presidência, porém, afastou-se do governo em função de divergências políticas. Passou a dedicar-se exclusivamente ao seu trabalho no departamento jurídico do Banco do Brasil.

Em 1933, elegeu-se deputado federal constituinte por seu estado natal, na legenda do Partido Progressista (PP). Em julho do ano seguinte, logo após a promulgação da nova carta constitucional, foi nomeado para o Ministério da Agricultura. Exonerou-se do cargo em novembro de 1937, por discordar da implantação da ditadura do Estado Novo por Vargas. Retornou mais uma vez, então, ao Banco do Brasil

Foi dirigente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e signatário, em 1943, do Manifesto dos Mineiros, documento divulgado pelas elites políticas daquele estado, exigindo o retorno do país ao regime democrático. Por conta desse posicionamento, sofreu represálias por parte do governo federal, que o afastou de seu cargo no Banco do Brasil e exerceu fortes pressões para que sua demissão se efetivasse também na empresa privada em que trabalhava.

Foi um dos fundadores da União Democrática Nacional (UDN), partido que aglutinava a maior parte da oposição liberal ao Estado Novo, tendo sido um dos membros de sua primeira comissão executiva nacional. Nas eleições presidenciais de 1950, concorreu como candidato a vice-presidente na chapa do brigadeiro Eduardo Gomes, lançada pela UDN, sendo derrotados pela chapa Getúlio Vargas-Café Filho. Entre 1950 e 1952 exerceu a presidência do partido. Em 1954, elegeu-se deputado federal pelo Distrito Federal.

Morreu no Rio de Janeiro, em 1958.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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