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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945

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Gustavo Dodt Barroso nasceu em Fortaleza, em 1888.

Advogado e jornalista, ingressou na Faculdade de Direito de Fortaleza em 1907. Ainda nos tempos de estudante, colaborou em diversos jornais cearenses e pertenceu ao Clube Literário Máximo Gorki, de tendência socialista. Em 1910, bacharelou-se em direito no Rio de Janeiro, para onde se havia transferido. Na capital federal, tornou-se redator do Jornal do Comércio e ingressou no Partido Republicano Federal.

Em 1913, foi nomeado secretário-geral da Superintendência de Defesa da Borracha. No ano seguinte, retornou ao Ceará e assumiu a Secretaria de Interior e Justiça. Eleito deputado federal pelo Ceará em 1915, cumpriu mandato até 1917. Nessa época, assumiu a direção da revista Fon-Fon. Em 1919, foi designado secretário da delegação brasileira à Conferência de Paz de Versalhes. Em 1922, fundou e passou a dirigir o Museu Histórico Nacional, na capital federal. No ano seguinte, elegeu-se para a Academia Brasileira de Letras, instituição que dirigiu nos anos de 1931, 1932 e, mais tarde, em 1950.

Em 1933, aderiu à Ação Integralista Brasileira (AIB), organização inspirada no fascismo italiano e dirigida por Plínio Salgado. Desenvolveu, então, intensa militância e foi designado, pelo I Congresso da organização, comandante geral de suas milícias e membro de seu Conselho Superior. Anti-semita extremado, as idéias de Gustavo Barroso se aproximavam mais do nazismo alemão do que fascismo, diferenciando-se, sob esse aspecto, de Plínio Salgado, o líder máximo da AIB. Barroso alimentou, inclusive, certa expectativa de disputar a liderança do movimento com Plínio, mas não encontrou espaço para isso.

Apoiou, como toda a AIB, o golpe do Estado Novo. Seu nome chegou, então, a ser cogitado pelos integralistas para assumir o Ministério da Educação. Com o surpreendente fechamento da AIB por Vargas, logo após a implantação do Estado Novo, passou a conspirar contra o governo. Esteve envolvido no levante integralista de maio de 1938 e, por conta disso, foi preso. Junto com Plínio Salgado, entretanto, foi posteriormente excluído, por falta de provas, do processo judicial que investigava as responsabilidades pelo levante. Ao contrário de Plínio, porém, não foi obrigado a deixar o país.

Retirou-se, então, da vida política e reassumiu a direção do Museu Histórico Nacional. Permaneceu como um intelectual prestigiado pelos governos que se sucederam no país, a quem por vezes representava no exterior.

Morreu no Rio de Janeiro, em 1959.

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