Vladimir Carvalho

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Vladimir Carvalho

Vladimir Carvalho nasceu em Itabaiana, no estado da Paraíba, em 31 de janeiro de 1935. Ainda criança é conduzido à Recife, aonde vive aos cuidados da tia materna, para cursar o primário. Em 1949 volta à Paraíba e se estabelece João Pessoa. Neste ano nasce seu irmão, Walter Carvalho. Terminado o ginásio, em 1954, onde foi aluno de geografia de Linduarte Noronha, que ainda não era cineasta e ingressa no curso clássico. Fazia um programa de rádio, Luzes do Cinema, em 1959 e colaborou na imprensa local como crítico iniciante, ganhando o apelido de Vladimir Vorochenko por conta da mania de filmes russos-soviéticos. Neste mesmo ano Linduarte Noronha o convida para escrever o roteiro de Aruanda, do qual seria, depois, também assistente de direção, com João Ramiro Mello. Após terminar o secundário, em João Pessoa, começa o curso universitário de filosofia na Universidade Federal da Paraíba. A fim de ir ao encontro de um dos grandes núcleos do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE), transferiu sua matrícula da faculdade para a Universidade da Bahia, em Salvador. Lá conheceu Glauber Rocha e integrou o chamado movimento do Cinema Novo, sendo parte da vertente documentarista do movimento. Com João Ramiro e produz, em 1962, seu primeiro filme, Os Romeiros da Guia, um curta-metragem, filmado em preto e branco, com uma câmera de 35 mm. Em 1964, Vladimir é convidado por Eduardo Coutinho, para ser seus assistente de direção do seu filme Cabra Marcado para Morrer (1964/1984). Com o golpe militar de abril de 1964, Vladimir Carvalho e Eduardo Coutinho interrompem as filmagens de Cabra Marcado para Morrer e passam a viver na clandestinidade. Vai então para o Rio de Janeiro, onde é apresentado a Arnaldo Jabor, jovem cineasta do movimento cinemanovista carioca, que o convida a ser seu assistente de direção no documentário Opinião Pública (1966), sobre a juventude da classe média carioca em tempos de regime totalitário. Em 1967, durante o Festival de Brasília rencontra seu companheiro deCabra Marcado para Morrer, o fotógrafo Fernando Duarte, que lhe convida para continuar em Brasília com o objetivo de realizar o projeto do núcleo de produção de documentários do centro-oeste pela Universidade de Brasília. Vladirmir torna-se então professor da Universidade de Brasília, aonde leciona até hoje. Sua obra cinematográfica é constituída por documentários que totalizam 23 títulos e vários prêmios. Fundou, em Brasília, a Associação Brasileira de Documentaristas e em 1994 cria a Fundação Cinememória, que abriga todo o seu acervo.

 


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