Nelson Pereira dos Santos

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Nelson Pereira dos Santos

Nelson Pereira dos Santos nasceu em 22 de outubro de 1928, em São Paulo (SP). Filho de pais de origem italiana, foi criado no bairro do Bixiga e frequentou as sessões do Cine Teatro Colombo. Ainda na escola entrou para a Juventude do Partido Comunista. Em 1946, começou a trabalhar como revisor do jornal Diário da Noite e no ano seguinte ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde se tornou responsável pela organização do Cineclube e outras atividades culturais. Em 1949, foi a Paris estudar cinema por um período de três meses. Na volta ao Brasil, dirigiu o seu primeiro filme, o média-metragem Juventude, e trabalhou como assistente de direção em O Saci (1951), de Rodolfo Nanni. Após O Saci, fez assistência de direção em Agulha no palheiro (1953), de Alex Viany. O filme foi rodado no Rio de Janeiro, cidade que Nelson Pereira escolheu para fixar residência e onde dirigiu o longa de estreia Rio, 40 graus (1955). Realizado com baixo orçamento, fora dos estúdios, interpretado por não-atores e abordando os contrastes da sociedade carioca, o filme é considerado um marco na produção do cinema nacional e teve grande influência sobre o movimento do Cinema Novo. No Rio de Janeiro, sua vida profissional se desenvolveu entre o cinema e o jornalismo. Trabalhou como copidesque no Diário Carioca e como redator do Jornal do Brasil, entre 1956 e 1968. Neste período dirigiu Rio Zona Norte (1957); Mandacaru vermelho (1961); Boca de ouro (1962); Vidas secas (1963); El justiceiro (1967) e Fome de amor (1968). Ao longo de sua carreira dirigiu mais de vinte filmes, atuou como montador, roteirista e produtor. Além da crítica social, sua produção é marcada pela adaptação de obras literárias importantes. Em 1984, transportou para as telas do cinema o livro Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos. Fazendo parte da geração de realizadores anteriores ao Cinema Novo, Nelson Pereira foi um grande interlocutor e trabalhou ao lado de muitos diretores pertencentes ao movimento. Em 2006, foi o primeiro cineasta a se tornar membro da Academia Brasileira de Letras.

 

 

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