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História Oral do Campo Jurídico em São Paulo
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Ada Pellegrini

Ada Pellegrini Grinover nasceu em Nápoles, na Itália, em 16 de abril de 1933, tendo sido naturalizada brasileira em 1967. Seu pai, o advogado e economista Domenico Pellegrini Giampietro, foi Ministro da Fazenda, entre 1943 e 1945, da República Social Italiana, chefiada por Benito Mussolini, e professor universitário na área de direito público. Em 1951, imigrou com a família para o Brasil, estabelecendo-se na cidade de São Paulo, onde seu pai fundou o Banco Italo-Brasileiro. Estudou no Colégio Dante Alighieri e, em 1953, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo. Durante a graduação, foi solicitadora jurídica, trabalhando na Sul América Terrestres, Marítimos e Acidentes. Recém formada, foi sócia de Norma Noschese Zumsteg em escritório de advocacia. Foi Procuradora Geral do Estado entre 1970 e 1992. Tornou-se doutora em direito em 1970, na área de direito processual, sob a orientação do professor Luis Eulálio Bueno Vidigal, sendo a primeira pessoa a se doutorar em direito pela Universidade de São Paulo. Em 1973 defendeu tese de livre docência e, em 1980, tornou-se Professora Titular da área de Direito Penal na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Em 1971, deu inicio à sua carreira docente na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, na área de direito constitucional, tornando-se, no mesmo ano, professora da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na área de direito processual penal. Participou ativamente de comissões legislativas, tendo integrado, entre 1978 e 1983, a Comissão do Anteprojeto da Lei da Ação civil pública, juntamente com Kazuo Watanabe, Cândido Rangel Dinamarco e Waldemar de Oliveira Junior, e a comissão de juristas que elaborou o Código de Defesa do Consumidor. Colaborou, igualmente, na elaboração da Lei de Pequenas Causas, bem como foi presidente da Comissão de Reforma do Código de Processo Penal, em 2000. Foi responsável pela criação da disciplina tutela jurisdicional dos direitos difusos na pós-graduação da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e da Faculdade de Direito de Vitória. Atuou na Ordem dos Advogados do Brasil como conselheira federal e conselheira em São Paulo, tendo sido responsável pela criação da Escola Superior de Advocacia, em 2000, durante a gestão de Rubens Approbato. É autora de inúmeras obras jurídicas e ficcionais, e membro da Academia Paulista de Letras. Lançou, juntamente com Cândido Rangel Dinamarco e Antonio Carlos Araujo Cintra, em 1970, a obra Teoria geral do processo, em sua 27ª edição em 2012. É Presidente de honra do Instituto Brasileiro de Direito Processual, Vice-Presidente da International Association of Procedural Law e do Instituto Iberoamericano de Derecho Procesal. Recebeu, em 1998, o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Milão. Tem como linhas principais de pesquisa o direito processual e os meios alternativos de solução de controvérsias, sendo incentivadora da mediação e conciliação no Brasil.

 

 

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Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 21.11.2011

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1º Bloco
Origens familiares; o nascimento em Nápoles, Itália; a prisão de seu pai na Itália; a imigração de seu pai para o Brasil; a fundação do Banco do Trabalho Ítalo-Brasileiro, por seu pai.
 
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2º Bloco
A vinda da família para o Brasil; a adaptação com o Brasil; a opção por cursar Direito; o primeiro trabalho na Sul América Terrestres Marítimos e Acidentes, apos a formação em Direito; a vinda de navio para o Brasil; o término dos primeiros estudos no Brasil; a adaptação com a língua portuguesa.
 
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3º Bloco
O trabalho na Procuradoria do Estado; a carreira acadêmica; a orientação acadêmica do professor Luis Eulálio Bueno Vidigal; o concurso de processo penal; a linha de pesquisa em Direito Processual; a pesquisa no campo de Direitos Difusos e do Consumidor.
 
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4º Bloco
A relação entre as pesquisas acadêmicas e os projetos de lei; o Código de Defesa do Consumidor e as disposições processuais; mediação e conciliação judicial; a institucionalização de políticas públicas para a mediação.
 
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5º Bloco
A resolução 125 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que institucionaliza a política pública de mediação judicial; a presidência do Instituto Brasileiro de Direito Processual.
 
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6º Bloco
O ingresso na Faculdade de Direito de São Paulo da Universidade de São Paulo (USP); a atuação da mulher na universidade na década de 1950; professores influentes durante a graduação.
 
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7º Bloco
Os métodos de ensino do Direito na USP; a grade curricular; a passagem por outras universidades; obras marcantes durante a graduação; o ambiente político durante a graduação; o envolvimento político.
 
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8º Bloco
O exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); os trabalhos como solicitadora acadêmica; o trabalho na Procuradoria Geral do Estado de São Paulo; o mercado de trabalho para a mulher no campo do Direito; a especialização em Direito Processual Civil; a conciliação entre a vida acadêmica e o exercício da advocacia.
 
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9º Bloco
O ambiente político dentro da universidade no período do Regime Militar no Brasil; o ensino de Direito Constitucional e o ambiente político; as mudanças legislativas durante o regime e o ensino do Direito; o doutorado sobre Ação Declaratória Incidental, em Direito Processual.
 
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10º Bloco
A obra Teoria Geral do Processo; a parceria de Cândido Rangel Dinamarco e Antonio Carlos Araujo Cintra para a escrita da obra; o ensino de Teoria Geral do Processo nas universidades.
 
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11º Bloco
A tese de Livre-docência no tema de Garantias Constitucionais do Direito de Ação e sua Relevância no Processo Civil; os estudos sobre Direitos Difusos e Coletivos; a Lei 7.347, primeira a regulamentar os Direitos Difusos e Coletivos; a relação com Michel Miguel Elias Temer.
 
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12º Bloco
A participação na OAB; a criação da Escola Superior de Advocacia; a necessidade do exame da OAB; a complexidade do exame da OAB.
 

 


Topo da Página SUMÁRIO - ENTREVISTA 01.12.2011

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1º Bloco
A comissão do anteprojeto de lei de ação civil pública; propostas ao Poder Legislativo; o diálogo entre a academia e o congresso.
 
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2º Bloco
A relação entre o jurista parlamentar e o acadêmico; a interpenetração dos trabalhos acadêmicos com o Poder Legislativo; o Instituto Brasileiro de Direito Processual e o Legislativo; o anteprojeto do Código de Processo Civil com membros do Instituto Brasileiro de Direito Processual; a legitimidade dos processos legislativos e o intercâmbio dos parlamentares com a academia.
 
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3º Bloco
A criação do Instituto Brasileiro de Direito Processual; a presidência do Instituto Brasileiro de Direito Processual; o Código Brasileiro de Processos Coletivos e o Instituto Ibero-Americano de Direito Processual; a renovação da Lei de Ação Civil Pública; a revisão da parte processual do Minissistema Brasileiro de Processos Coletivos.
 
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4º Bloco
O Código Ibero-Americano de Processos Coletivos; a ação judicial contra Antônio Gidi por danos morais.
 
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5º Bloco
A Escola Paulista de Direito; o curso de Capacitação de Mediadores e Conciliadores Judiciais e Extra-judiciais; questionamentos da Ordem dos Advogados do Brasil para a Escola Superior de Advocacia; o projeto pedagógico da Escola Superior de Advocacia; cursos ministrados na Escola Superior de Advocacia.
 
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6º Bloco
O Vocabulário acadêmico do Direito Processual; a linguagem das sentenças jurídicas; a publicidade dos atos constitucionais; avaliações a respeito da recente expansão e mercantilização do ensino do Direito no Brasil; a necessidade da valorização da atividade docente no Direito.
 
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7º Bloco
Incidências da atual expansão constante da informação para a prática da advocacia; a internacionalização do Direiro e dos escritórios de advocacia.
 
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8º Bloco
O contato com juristas estrangeiros; o intercâmbio de juristas de diferentes nacionalidades; a participação em congressos internacionais; a Associação Internacional de Direito Processual; a atualização do Código Modelo de Processo Civil; o Código Modelo de Processos Administrativos; a influência dos códigos brasileiros na América Latina.
 
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9º Bloco
Momentos difíceis durante a carreira; obras e momentos importantes da carreira de jurista; contribuições para a evolução do direito processual; a Escola Brasileira de Direito Processual e as contribuições para o campo; o papel do jurista na sociedade contemporânea.
 
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10º Bloco
O jurista na sociedade contemporânea; o jurista enquanto “engenheiro social”; a implementação de políticas públicas e a atuação do jurista; juristas mais influentes em sua carreira; orientandos marcantes em sua trajetória; a produção literária: os livros de memória e ficção; perspectivas acerca de um código de processo civil ideal.
 

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