Márcio Emanuel Moreira Alves nasceu no dia 14 de julho de 1936, no Rio de Janeiro, filho de Márcio de Melo Franco Alves e de Branca de Melo Franco Alves.
Iniciou sua carreira profissional como repórter no Correio da Manhã, no Rio de Janeiro, sendo premiado, em 1957, com o prêmio Esso de reportagem por sua matéria a respeito da crise política de Alagoas naquele ano. Entre 1958 e 1963 cursou a Faculdade de Direito da atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Entre 1961 e 1963, foi assessor de San Tiago Dantas, quando este era ministro das Relações Exteriores (1961-1962) e ministro da Fazenda (1963).
Adversário do governo de João Goulart (1961-1964), apoiou inicialmente o golpe militar de 31 de março de 1964, voltando-se contra o regime de força por ele instituído a partir da edição, em abril, do Ato Institucional nº 1. No mesmo ano, juntamente com os jornalistas Oto Maria Carpeaux, Edmundo Muniz, Hermano Alves e Carlos Heitor Cony, comandou forte campanha em defesa dos presos políticos, denunciando a prática de torturas em prisões brasileiras.
Em 1966, foi eleito deputado federal pela Guanabara, pelo Movimento Democrático Brasileiro, partido de oposição. Em 2 de setembro de 1968, fez um discurso na Câmara protestando contra a invasão da Universidade de Brasília pela Polícia Militar. O tom radical do seu discurso e a não aceitação da Câmara do pedido de cassação de seu mandato, encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal, serviu como estopim para a edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro daquele ano.
Cassado pelo AI-5, Moreira Alves deixou clandestinamente o país ainda em dezembro de 1968, em direção ao Chile, onde permaneceu até 1971. Durante esse período, percorreu a Venezuela, a Colômbia, o Equador, o Peru, a Argentina, a Bolívia, o México e os Estados Unidos, fazendo conferências em mais de 40 universidades. Em 1971 transferiu-se para França, doutorando-se pela Fundação Nacional de Ciências Políticas de Paris. Em 1974, instalou-se em Lisboa, onde viveu até seu retorno ao Brasil, em 1979, após o decreto de anistia. Com o fim do bipartidarismo em novembro daquele ano e a posterior reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, nessa legenda, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro em novembro de 1982, obtendo apenas uma suplência.
Entre 1982 e 1984, assessorou Luís Carlos Bresser Pereira na presidência do Banco do Estado de São Paulo, e entre 1984 e 1986 assessorou o mesmo Bresser Pereira na Secretaria de Governo de São Paulo. Ainda em 1986, encerrou suas atividades de colaboração para o jornal carioca Tribuna da Imprensa, que vinha realizando desde 1979.
Em 1987, assumiu a subsecretaria para relações internacionais do governo de Wellington Moreira Franco no estado do Rio de Janeiro. Em 1990, deixou o governo estadual a fim de montar uma empresa de assessoria para assuntos políticos, em sociedade com o cientista político Sérgio Abranches, atividade que desenvolveria até 1993. Ainda em 1990, pediu desligamento do PMDB e retomou a carreira jornalística.
Casou-se com Marie Breux Moreira Alves, com quem teve três filhos.
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