Gabriel de Resende Passos nasceu no dia 17 de março de 1901, em Itapecerica (MG), filho de Inácio Resende Passos e de Laudelina de Resende Passos.
Em 1924, bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Participou, como major da Força Pública, da Revolução de 1930 e, neste mesmo ano, assumiu a secretaria do gabinete de Olegário Maciel, governador de Minas Gerais. Em maio de 1933 elegeu-se deputado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Progressista (PP) de Minas Gerais. Com a promulgação da nova Carta (16/7/1934) teve o mandato prorrogado até maio do ano seguinte e em outubro de 1934 voltou a eleger-se deputado federal. Em abril de 1935 tornou-se secretário do Interior e Justiça do governo de Benedito Valadares em Minas. Em maio de 1936, foi nomeado procurador-geral interino da República, tendo sido o mais jovem ocupante desse cargo até então.
Findo o Estado Novo (1937-1945), no pleito de dezembro de 1945 elegeu-se deputado por Minas Gerais à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Candidatou-se pela UDN ao governo mineiro em outubro de 1950, mas foi derrotado. Em 1954 voltou a eleger-se à Câmara dos Deputados. Em 1957, ao lado de parlamentares de diversos partidos, fundou a Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), movimento pluripartidário cujo objetivo era apresentar projetos e defender no Congresso uma política de desenvolvimento nacional autônomo.
Reeleito deputado federal em outubro de 1958, no ano seguinte teve destacada atuação ao fazer instalar, com o apoio da FPN, uma CPI da qual foi o relator e que tinha por objetivo investigar o Acordo de Roboré. Segundo esse acordo, assinado entre o Brasil e a Bolívia, a Petrobras deveria aplicar recursos no financiamento de empresas privadas brasileiras criadas com o apoio do BNDE para operar no altiplano boliviano. Do ponto de vista nacionalista, o Acordo de Roboré violava o princípio do monopólio estatal do petróleo e prejudicava, pelo desvio de recursos públicos, as atividades da Petrobras no tocante à prospecção de jazidas no território nacional.
Em 25 de agosto de 1961 Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente da República. Com o objetivo de neutralizar a resistência militar que se opunha à posse do vice-presidente João Goulart, o Congresso aprovou em 2 de setembro emenda constitucional que instituiu o parlamentarismo, restringindo assim os poderes presidenciais do sucessor de Jânio. Tancredo Neves, o primeiro gabinete parlamentarista, confiou a pasta das Minas e Energia a Gabriel Passos. Preocupado em garantir uma proteção mais eficaz às jazidas de minério de ferro de Minas Gerais, que tinham sido objeto de concessão da Hanna Mining, Passos, determinou a suspensão das atividades da companhia. A Hanna, contudo, conseguiu ter de volta, na justiça, as suas concessões. Outra iniciativa da sua gestão foi a constituição de um grupo de trabalho, encarregado de organizar a Eletrobrás, cujo projeto de criação já fora sancionado pelo Congresso. A estatal começaria a operar em junho de 1962.
Gravemente enfermo, Gabriel Passos faleceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1962, sem ter-se afastado da chefia do ministério.
Casado com Amélia Gomes de Resende Passos, teve dois filhos.
O arquivo de Gabriel Passos encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da FGV.
Acompanhe na rede
![]()
Nosso website coleta informações do seu dispositivo e da sua navegação por meio de cookies para permitir funcionalidades como: melhorar o funcionamento técnico das páginas, mensurar a audiência do website e oferecer produtos e serviços relevantes por meio de anúncios personalizados. Para saber mais sobre as informações e cookies que coletamos, acesse a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.