Eliezer Batista da Silva nasceu no dia 04 de maio de 1924, em Nova Era (MG), filho de José Batista da Silva e de Maria da Natividade Pereira.
Diplomou-se pela Escola de Engenharia da Universidade do Paraná, em 1948. No ano seguinte, passou a trabalhar na Companhia Vale do Rio Doce, onde ocupou vários cargos, sendo nomeado presidente em 1961.
Encontrava-se no cargo de presidente da companhia quando, em 1962, durante o governo de João Goulart (1961-1964), foi nomeado ministro das Minas e Energia do Gabinete Hermes Lima (1962-1963), tendo permanecido no cargo até junho de 1963, quando foi substituído por Oliveira Brito. Durante sua gestão, participou das discussões e negociações relativas à compra das subsidiárias do grupo American and Foreign Power Company (Amforp) e da International Telephone and Telegraph (ITT), que geraram forte oposição dos grupos nacionalistas mais radicais e acabaram levando à criação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o assunto e à suspensão da compra das concessionárias de serviço público até então em andamento.
Como ministro, foi também presidente do Conselho Nacional de Minas e Energia e da Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos. Com a deposição de Goulart pelo golpe militar de março de 1964, foi afastado da presidência da Vale.
Entre 1964 e 1968 foi diretor-presidente da Minerações Brasileiras Reunidas S.A. (Rio de Janeiro) e, logo em seguida, vice-presidente da Itabira International Company (Nova Iorque). Ainda em 1968, assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GMPH, em Dusseldorf (Alemanha Ocidental), posto no qual permaneceu até 1974, quando foram encerradas as atividades da empresa. Com a fundação da Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas, foi designado seu presidente. Retornou à presidência da Companhia Vale do Rio Doce em 1979, permanecendo neste cargo até 1986, quando retorna à Rio Doce Internacional. Durante o período em que esteve pela segunda vez na presidência da Vale, desenvolveu o Projeto Ferro Carajás, que representou a primeira iniciativa de exploração das riquezas da província mineral dos Carajás, abrangendo áreas do Pará até o Xingú, Goiás e Maranhão.
Em 1990, recusou o convite para integrar a equipe ministerial de Fernando Collor de Mello (1990 -1992). Em 1992, contudo, assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), buscando direcionar a atuação da Secretaria para problemas ligados ao desenvolvimento econômico do país, especialmente a crise do setor elétrico. Deixou o cargo ainda em 1992, quando teve início o processo de impeachment do presidente.
Foi um dos fundadores, em 1997, do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentado (CEBDS). Ainda esse ano, deixou a Rio Doce Internacional e assumiu uma cadeira no Conselho Coordenador de Ações Federais do Rio de Janeiro, da Federação das Indústrias do estado (Firjan). No segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1998-2002), tornou-se membro do Conselho Coordenador das Ações Federais no Rio de Janeiro, órgão ligado à presidência da República.
Único brasileiro a receber o título de honoris causa da Academia Russa de Ciências, foi ainda professor catedrático na Escola Politécnica do Espírito Santo.
Casou-se com Juta Fuhrken, com quem teve sete filhos.
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