Pintor, cenógrafo, decorador, figurinista, ilustrador, artista gráfico, gravador, professor e crítico de arte, Tomás Santa Rosa Junior nasceu em João Pessoa (PB) em 1909. Após ocupar o cargo de contabilista em Salvador (BA), mudou-se para o Rio de Janeiro em 1932 e começou a trabalhar como auxiliar de Portinari na fatura de acabamento de vários murais. Portinari, além de Picasso, exerceram grande influência sobre o seu trabalho.
Trabalhou como ilustrador de livros, ilustrando Cacau de Jorge Amado, em 1933. Fundou no Rio de Janeiro, em 1933, o grupo teatral Os Comediantes. Em 1945 tornou-se crítico de arte no Diário de Notícias do Rio de Janeiro, vindo a trabalhar mais tarde em outros periódicos. Em 1946 coordenou o curso de desenho e artes gráficas da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro (FGV-RJ). Como professor, lecionou na Escola Nacional de Belas Artes e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Mam-RJ), onde também dirigiu o Departamento de Teatro, em 1953.
No período de 1952 a 1954 integrou a Comissão Nacional de Belas Artes, dirigiu o Conservatório Nacional de Teatro e, por seu trabalho como cenógrafo, recebeu Medalha de Ouro da Associação Brasileira de Críticos de Arte do Rio de Janeiro (ABCA-RJ) pelos cenários das peças "Vestido de Noiva", "A Morte do Caixeiro Viajante" e "Senhora dos Afogados". Em 1957, o Instituto de Pensão e Aposentadoria dos Servidores do Estado (Ipase) adquiriu seu acervo particular para fundar o Museu Santa Rosa, hoje extinto.
Entre as exposições dais quais participou destacam-se o Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1941); Um Século de Pintura Brasileira, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (1952); II Bienal Internacional de São Paulo (1953); Salão Preto e Branco do III Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1954); Arts Primitifs et Modernes Brésiliennes, no Museu de Etnografia de Neuchâtel, Suíça (1955).
Após sua morte em 1956, suas obras foram expostas nas seguintes mostras: Exposição de Artes Gráficas de Tomás Santa Rosa, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro (1958); Retrospectiva no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1975); Santa Rosa, Carnaval e Figurinos na Fundação Nacional de Arte (Funarte) de São Paulo (1985); e Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal de São Paulo (1994).
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