Paisagista e artista plástico nascido em São Paulo em 1909, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Em 1928 viaja para a Alemanha, onde estuda as plantas tropicais nos jardins botânicos de Dahlem, em Berlim. Voltou ao Brasil e, em 1930, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. Seu trabalho está associado à arquitetura modernista brasileira. O primeiro jardim que realizou, em 1933, pertence a uma casa projetada pelo arquiteto Lúcio Costa, autor do edifício do Ministério da Educação e Saúde, para o qual veio a desenvolver os projetos de paisagismo.
Nos 60 anos de atividades ininterruptas, criou as paisagens modernas de inúmeras cidades brasileiras. Iniciando pela intervenção no Recife na década de 1930, criou os jardins da Pampulha, conjunto arquitetônico projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em Belo Horizonte, e imprimiu de forma indelével a sua marca na paisagem do Rio de Janeiro com os jardins do aeroporto Santos Dumont, o parque do Aterro do Flamengo, as calçadas de Copacabana, os jardins suspensos do Outeiro da Glória, o Parque da Catacumba e o famoso calçadão de Copacabana. As paisagens mais significativas de Brasília também apresentam a marca de sua arte, como os jardins do Palácio da Alvorada, do Itamarati e da Justiça, do Ministério do Exército e o parque Rogério Pithon.
Reconhecido internacionalmente, elabora inúmeros projetos no exterior, como o parque Del Este em Caracas, o Jardim das Nações na Áustria, a Praça Peru em Buenos Aires, entre outros.
Apaixonado pela flora brasileira, seus projetos demonstram uma integração perfeita entre botânica e arquitetura moderna. Foi um precursor da atitude ecológica, lutando pela preservação das paisagens naturais e da vegetação nativa, e dedicando-se à pesquisa e à busca de novas espécies. Formou um viveiro que se transformou numa coleção de plantas reconhecida internacionalmente como das mais importantes da flora tropical.
Faleceu em 1994, aos 84 anos, em seu sítio em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, que adquirira em 1949 em sociedade com o irmão. Em 1985 o sítio, onde as construções da sede de uma fazenda de bananas e de uma capela datada de 1681 estão bastante preservadas, foi doado ao atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura. O jardim, com cerca de 3.500 espécies de plantas por ele plantadas e cultivadas, é aberto a visitação pública.
Roberto Burle Marx realizou mais de 2.000 trabalhos no Brasil e no exterior. Foi reconhecido pelo Royal College of Art de Londres como o maior paisagista do mundo.
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