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O Governo de Juscelino Kubitschek

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Francisco Prestes Maia nasceu em Amparo (SP) no dia 19 de março de 1896, filho de Manuel Azevedo Maia e de Carolina Prestes. Ingressou na Escola Politécnica de São Paulo, pela qual formou-se engenheiro civil em 1917. No ano seguinte montou um escritório de negócios imobiliários e, ao mesmo tempo, começou a trabalhar na Secretaria de Viação e Obras Públicas do governo estadual, ingressando na comissão que projetou e construiu obras urbanísticas na capital.

Foi professor da Escola Politécnica durante dez anos, tendo elaborado planos de urbanização para Recife e as cidades paulistas de Campos do Jordão, Santos e Campinas. Assumiu a chefia da Secretaria de Viação e Obras Públicas da Prefeitura de São Paulo, elaborando um plano de reestruturação da cidade divulgado em 1929 e muito elogiado por Alfred Agache e outros urbanistas de renome internacional.

Depois da Revolução de 1930 passou a dedicar-se exclusivamente a atividades privadas.

Em abril de 1938 voltou à vida pública como prefeito da capital paulista, nomeado pelo interventor federal no estado, Ademar de Barros. Apesar da substituição deste na interventoria em abril de 1941 por Fernando Costa, foi mantido à frente da prefeitura para continuar sua obra de remodelação urbana de São Paulo, que vivia uma fase de intensa industrialização.

Permaneceu no cargo até 27 de outubro de 1945, dois dias antes da queda do Estado Novo. Voltou a afastar-se da vida pública nos anos seguintes, retornando em 1950 como candidato da União Democrática Nacional (UDN) às eleições para o governo paulista.

Nas eleições de 1954 voltou a concorrer ao governo paulista, desta vez sendo vitorioso. Em 1957 Jânio indicou Prestes Maia para concorrer à prefeitura da capital e seu nome recebeu o apoio da UDN e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No entanto, não foi eleito.

Novamente candidato à prefeitura em 1961, foi vitorioso com o apoio do governador Carlos Alberto Carvalho Pinto, que fora seu assessor jurídico entre 1938 e 1945. Durante seu mandato, iniciado em abril de 1962, não pôde reeditar seu desempenho anterior por falta de recursos. Empenhou-se a fundo na normalização das finanças do município, conseguindo aumentar a arrecadação e legar um superávit de cerca de 500 milhões de cruzeiros à prefeitura.

Prestes Maia foi mantido em seu cargo depois do movimento político-militar que derrubou o presidente João Goulart em 31 de março de 1964, com apoio do governador paulista Ademar de Barros.

Membro do Instituto de Engenharia, da Sociedade de Arquitetura de Lisboa e da Sociedade de Arquitetos do Uruguai, escreveu diversos trabalhos sobre urbanismo para a revista Investigações.

 

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 24 de abril de 1965.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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