Cineasta, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1933. Começou a fazer crítica cinematográfica em 1954 e tornou-se ator e assistente de direção em teatro de 1955 a 1958. Paralelamente faz contatos com os mestres da crítica paulista, Almeida Salles e Paulo Emílio, participa das atividades cineclubistas na Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Mam-RJ), Rio de Janeiro, onde descobriu os filmes de Chaplin, Eisenstein e do neo-realismo, e assina o manifesto "Cinema – Cinema", no Suplemento Cultural do Jornal do Brasil.
Fez seu primeiro exercício cinematográfico em 16 mm, com o curta Caminhos (1957). Em seguida realiza, com Mário Carneiro, o documentário Arraial do Cabo (1959). Seu primeiro curta é premiado com bolsa para o Centro Experimental de Cinema de Roma (1960-61), onde conhece Gustavo Dahl, Glauco Mirko Laurelli e o mineiro Geraldo Magalhães, tendo sido colega de turma de Bernardo Bertolucci, Marco Bellochio e Guido Cosulich.
Novamente no Rio de Janeiro, em 1962 iniciou o movimento do Cinema Novo, junto com Glauber Rocha, Gustavo Dahl, Nelson Pereira dos Santos, Alex Viany, Joaquim Pedro de Andrade, Leon Hirszman, Carlos Diegues, Ruy Guerra, Roberto Faria, entre outros. É elaborado o "Manifesto Cinemanovista", em suas palavras "uma proposta diferente de Hollywood, da chanchada da Atlântida e do cinema da Vera Cruz, mais próxima do neo-realismo, com planos longos, influenciado pelo cinema russo".
Seu primeiro filme, Porto das Caixas, foi baseado em argumento de Lúcio Cardoso e é um dos primeiros longa-metragens do Cinema Novo. A seguir faz O Desafio em apenas treze dias, com orçamento baixo e muitos improvisos, todo de câmera na mão. Segundo declaração de Glauber Rocha, Saraceni é o verdadeiro autor da frase: "Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão". Posteriormente adapta para as telas sua versão pessoal do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis. Capitu, segundo Saraceni, "é um filme sobre a cultura brasileira, na sua linha feminista".
Fez ainda outros longas, entre eles A Casa Assassinada, adaptação do romance de Lúcio Cardoso e O Viajante, respectivamente segunda e terceira partes da chamada "trilogia das paixões", que começou com Porto das Caixas. O Viajante também foi baseado no romance homônimo de Lúcio Cardoso, organizado pelo escritor Octavio de Faria depois da morte do autor. Um de seus últimos filmes, Banda de Ipanema (2001), foi realizado em homenagem ao amigo Albino Pinheiro.
Saraceni publicou "Por Dentro do Cinema Novo - Minha Viagem".
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