Odilo de Moura Costa Filho nasceu em São Luís (MA) no dia 14 de dezembro de 1914, filho do magistrado Odilo de Moura Costa e de Maria Aurora Alves Costa. No Piauí iniciou sua carreira jornalística, fundando em 1929 o semanário Cidade Verde. Em março do ano seguinte mudou-se para a então capital da República, ingressando na Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Redator do Jornal do Comércio a partir de janeiro de 1931, bacharelou-se em 1933.
Estreou na literatura nesse mesmo ano, quando obteve o Prêmio Ramos da Paz, da Academia Brasileira de Letras (ABL), com o livro inédito Graça Aranha e outros ensaios. Redator do Jornal do Comércio até 1943, durante o Estado Novo, embora sem abandonar a vida literária, dedicou-se intensamente ao jornalismo, promovendo a oposição ao regime instaurado no país em novembro de 1937. Com a desagregação do regime ditatorial e a reorganização partidária, colaborou na fundação da União Democrática Nacional (UDN) em abril de 1945.
Crítico literário do Diário de Notícias em 1952 e 1953, criou e manteve nesse jornal, juntamente com Eneida e Heráclito Sales, a seção "Encontro matinal". Assinou igualmente crônicas diárias no jornal carioca Tribuna da Imprensa até 1954.
Com a posse do vice-presidente João Café Filho na presidência da República em função do suicídio do presidente Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954, foi chamado a participar do governo, assumindo sucessivamente os cargos de secretário de Imprensa da Presidência da República, diretor da Rádio Nacional e superintendente das Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União.
Após o assassinato de seu filho adolescente por um menor, durante um assalto em 1963, passou a empreender uma campanha pela revisão do sistema de assistência à infância abandonada. Dessa sua luta resultou, em grande parte, a extinção do antigo Serviço de Assistência ao Menor (Sam) e a criação, em 1964, da Fundação Nacional de Assistência ao Menor.
Foi autor de artigos semanais no matutino Jornal do Brasil entre 1964 e 1965. Nomeado adido cultural junto à embaixada do Brasil em Lisboa, permaneceu nesse posto de abril de 1965 a maio de 1967, tendo colaborado nesse período em jornais e revistas da capital portuguesa, e se tornado membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa. De volta ao Brasil em 1967 passou a dirigir, em São Paulo, a revista Realidade. No ano seguinte assumiu a direção de redação da Editora Abril, tornando-se membro de seu conselho editorial.
Em novembro de 1969 foi eleito para a cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Em 1971 retornou à atividade de crítica literária, tendo publicado até o ano seguinte crônicas dominicais na seção "Encontro matinal", que havia criado no Diário de Notícias. Preocupado com o problema do deficiente mental tornou-se, em 1972, presidente da Sociedade Pestalozzi do Brasil. A partir de 1974 publicou crônicas semanais no vespertino carioca Última Hora e no Jornal de Brasília.
Ao longo de sua carreira jornalística trabalhou, no Rio de Janeiro, como diretor do semanário Política e Letras, de propriedade de Virgílio de Melo Franco, como redator do Diário de Notícias, como diretor do jornal A Noite, como chefe de redação do Jornal do Brasil — de cuja reforma gráfica e jornalística participou —, como diretor da Tribuna da Imprensa e da revista Senhor, como secretário de O Cruzeiro Internacional e como diretor de redação de O Cruzeiro.
Casou-se com Nazaré Pereira da Silva Costa, com quem teve seis filhos. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de agosto de 1979, deixando várias obras literárias inéditas.
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