Manuel Francisco do Nascimento Brito nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 2 de agosto de 1922, filho de José do Nascimento Brito e de Amy Avoegno do Nascimento Brito. Tornou-se piloto e oficial da Força Aérea Brasileira (Feb) em 1941, e ingressou em 1942 na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Entusiasta da aviação, fez dois cursos de pilotagem nos Estados Unidos. Entre 1943 e 1945 integrou como voluntário a Força Aérea Brasileira (Fab).
Assistente do secretário-geral de Serviços Públicos do Distrito Federal entre 1945 e 1946, diplomou-se em direito neste último ano e trabalhou como assistente da diretoria da Companhia Aérea Cruzeiro do Sul. Exercendo a advocacia a partir de 1946, em novembro desse ano casou-se com Leda Marina Marchesini, enteada do conde Ernesto Pereira Carneiro, diretor-presidente do Jornal do Brasil, assumindo a superintendência do Sistema Jornal do Brasil, que incluía o jornal, a agência de notícias, uma gráfica e redes de rádio. Em 1949 foi procurador do Banco do Brasil. No mesmo ano, a convite do conde Pereira Carneiro, tornou-se consultor jurídico do Jornal do Brasil e da Rádio Jornal do Brasil. Em 1952 ingressou na Sociedade Interamericana de Imprensa (Sip) como membro do Comitê pela Liberdade de Imprensa.
Com a morte do conde Pereira Carneiro em fevereiro de 1954, a direção do Jornal do Brasil passou à viúva Maurina Dunshee de Abranches Pereira Carneiro, que deu início a profundas reformas no órgão. Nascimento Brito foi encarregado da compra do novo equipamento gráfico necessário à expansão pretendida. Em 1956 tornou-se diretor executivo da empresa e contratou o jornalista Odilo Costa Filho para coordenar a reformulação do jornal. Ainda em 1956 foi eleito membro do conselho executivo da Sip e diretor-secretário da União dos Proprietários de Jornais e Revistas.
Em outubro de 1961 comprou a Tribuna da Imprensa, jornal carioca de propriedade do jornalista e político Carlos Lacerda, então governador do estado da Guanabara. No entanto, em março de 1962, o jornal foi vendido a Hélio Fernandes.
Após a deposição do presidente João Goulart (31/3/1964), denunciou os riscos a que estavam expostas as liberdades públicas no Brasil, entre elas a de imprensa, com o advento do novo regime. Em junho de 1964 tornou-se acionista majoritário do Diário de Minas, dirigindo-o até abril de 1966. Em janeiro deste último ano elegeu-se vice-presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa para o Brasil.
Eleito presidente da Sip em outubro de 1970, foi o primeiro jornalista brasileiro a ocupar o cargo. Como diretor do Jornal do Brasil assinou, em 1975, um acordo de cooperação técnica com o jornal El Mercurio, de Santiago do Chile, envolvendo o intercâmbio de material jornalístico e a criação de uma agência de notícias latino-americana sob a forma de sociedade de economia mista. Em decorrência do acordo o Jornal do Brasil passou a circular também no Chile.
No começo dos anos 1980, tornou-se membro do Conselho Internacional do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa), membro associado do Instituto para Estudos Estratégicos de Londres; membro associado do Instituto Internacional da Imprensa de Londres e Genebra, e membro do conselho consultivo da American Society. Em agosto de 1985 foi empossado na presidência do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Mam-RJ).
Em 1992 assumiu a presidência do Conselho Superior do Jornal do Brasil e, em 1994, tornou-se Presidente do Conselho Editorial, responsável pela redação e pela área de política deste sistema de comunicação.
Entre outras atividades, foi também membro do conselho consultivo da empresa Refinaria e Exploração de Petróleo União e diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, membro do Conselho de Desenvolvimento da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-RJ) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), patrono da Luther Rice Society, da George Washinghton University, da 1814 Society e da Emma Willard School, de Nova Iorque.
Casou-se com Leda Marina Marchesine, com quem teve cinco filhos.
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