Poeta, considerado um dos principais nomes da literatura nacional, nasceu na cidade de Recife (PE), em 1920.
Vindo para o Rio de Janeiro, na década de 1940, conheceu os poetas Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade. Em 1942 publicou o primeiro livro, Pedra do sono, no qual demonstra extremo rigor formal. Em 1945 lançou O engenheiro e ingressou na carreira diplomática. Seu primeiro posto no exterior foi em Barcelona, estada fundamental para sua poética que se aproxima do realismo espanhol. Como diplomata serve mais seis vezes na Espanha, nos Estados Unidos e em outros países da Europa e da Ásia. Em 1947, foi removido para o Consulado Geral em Barcelona, onde adquiriu uma tipografia e imprimiu Psicologia da composição.
Com o poema "O Cão sem Plumas" (1950), passou a se preocupar com temáticas sociais, como aconteceu com diversos expoentes da cultura brasileira nas décadas de 1950 e 1960. Nesse ano tem livro de poesias editado em Barcelona com desenhos do artista catalão Juan Miró. Em 1952 retorna ao Brasil para responder a inquérito, acusado de subversão. No ano seguinte, escreve O rio. Foi colocado em disponibilidade pelo Itamarati durante o inquérito. Trabalhou como secretário de redação do jornal A Vanguarda, dirigido por Joel Silveira. Arquivado o inquérito, mudou-se para Recife.
Em 1954 publicou Poemas reunidos e foi reintegrado à diplomacia. Em 1956, publicou Duas águas, que reunia livros anteriores e inéditos. Já em Lisboa, lançou Quaderna (1960). No ano seguinte foi nomeado chefe de gabinete do Ministério da Agricultura, sendo transferido para Brasília. Com o fim do governo Jânio Quadros, voltou para Madri.
Foi removido como conselheiro para o Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 1964, em Genebra. Em 1968, quando da primeira edição das Poesias completas, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL). No ano seguinte tomou posse na ABL e foi transferido para o Paraguai.
Publicou ainda Museu de tudo (1975), A Escola das facas (1979), Auto do frade (1982), Agrestes (1985), Crime na Calle Relator (1987) e Poemas pernambucanos. Em 1986 enviuvou-se e retornou a Portugal, estabelecendo-se na cidade do Porto. Casou-se com a poeta Marly de Oliveira. Faleceu no dia 9 de outubro de 1999.
Aposenta-se do Itamaraty em 1990, ano do lançamento de Sevilha andando, dedicado à sua nova esposa. A partir de 1992, sofrendo de cegueira progressiva, fica impedido de ler. Em 1994, lançou o livro João Cabral de Melo Neto - Obra Completa.
Sua poesia afasta-se das formas eruditas e aproxima-se das raízes populares das quadras, das trovas e da literatura de cordel. Seu poema mais popular, "Morte e Vida Severina" (1967), foi adaptado para o teatro e para a televisão. Recebeu os prêmios Pedro Nava (1991), Neustadt Prize (1992, Universidade de Oklahoma) e Jabuti (1993), entre outros. Casou-se em primeiras núpcias com Stella Barbosa de Oliveira, e em segundas núpcias com a poeta Marly de Oliveira. Faleceu no dia 9 de outubro de 1999.
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