Etelvino Lins de Albuquerque nasceu em Alagoa de Baixo, hoje Sertânia (PE), no dia 20 de novembro de 1908, filho de Ulisses Lins de Albuquerque e de Rosa Bezerra Lins de Albuquerque.
Em 1930, bacharelou-se em Direito e em dezembro foi nomeado promotor público na comarca de Goiana (PE), cargo que assumiu em fevereiro do ano seguinte. Permanecendo no exercício dessas funções até agosto de 1934, foi então nomeado segundo-delegado-auxiliar. Assumindo o cargo em fins de agosto de 1934, procedeu de imediato a uma ampla reforma nos quadros policiais do interior. Em novembro de 1935 passou a responder pela 1ª Delegacia Auxiliar.
Com a implantação do Estado Novo em novembro de 1937, foi convidado a ocupar a Secretaria do Governo de Pernambuco. Etelvino Lins assumiu de imediato o cargo, abandonando suas funções na 1ª Delegacia Auxiliar. Permaneceu como secretário do Governo até dezembro de 1937, quando foi nomeado secretário de Segurança Pública do estado.
Em fevereiro de 1945, em plena fase de redemocratização do país, Agamenon Magalhães, convidado por Vargas para assumir a pasta da Justiça e Negócios Interiores e assim auxiliar no controle do processo de abertura política, indicou Etelvino Lins para substituí-lo na interventoria em Pernambuco. Nomeado no dia 28 de fevereiro, tomou posse em 5 de março. Ainda neste mês, participou dos trabalhos de criação do Partido Social Democrático (PSD) em Pernambuco. Em virtude do golpe político-militar de 29 de outubro que depôs o presidente Getúlio Vargas, foi destituído da interventoria federal em Pernambuco.
Eleito primeiro-secretário do Senado em março de 1951, no ano seguinte Etelvino Lins reelegeu-se para o mesmo cargo. Com a morte súbita do governador Agamenon Magalhães em 1952, tiveram início as articulações partidárias para a eleição de um sucessor que completasse seu mandato. Eleito governador, Etelvino renunciou ao mandato de senador, tomando posse no Executivo estadual em dezembro de 1952.
Em 31 de janeiro de 1955, transmitiu o governo de Pernambuco a Cordeiro de Farias. Nomeado por Café Filho em agosto de 1955 como Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), recebeu a tarefa de relatar as contas do presidente da República relativas ao exercício daquele ano.
Já durante o governo Kubitschek, iniciado em fevereiro de 1956, Etelvino foi eleito vice-presidente do TCU para o ano de 1957, mas declinou dessa escolha por considerar que a condição de presidente do diretório do PSD em Pernambuco, que voltara a ocupar, poderia chocar-se com a condição de presidente daquele tribunal.
Concorrendo às eleições de outubro de 1958 na legenda da Frente Democrática Pernambucana, elegeu-se deputado federal por seu estado, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Em janeiro de 1963, Etelvino Lins concluiu seu mandato e retornou ao cargo de ministro do TCU.
A crescente polarização das forças político-sociais no país resultou no movimento de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart. Em 1965 Etelvino Lins foi eleito por seus pares como presidente do TCU. Nesse mesmo ano o presidente Castelo Branco enviou ao Congresso um anteprojeto de constituição restringindo a competência do TCU, o que suscitou forte reação por parte dos ministros daquele tribunal. Na qualidade de presidente do TCU Etelvino Lins elaborou emenda ao anteprojeto que, aprovada, passaria a integrar o texto constitucional promulgado em 1967. Por essa emenda, o TCU mantinha a prerrogativa de analisar previamente as contas da Presidência da República, bem como de emitir opinião sobre as emissões de papel-moeda.
Em 1969 Etelvino Lins aposentou-se, a pedido, do cargo de ministro do TCU.
Após oito anos de afastamento da vida política, no pleito de 15 de novembro de 1970 concorreu mais uma vez à Câmara Federal por Pernambuco na legenda da Arena. Elegendo-se como o deputado, tomou posse em fevereiro de 1971.
Defendendo a necessidade de uma reforma na legislação eleitoral, em março de 1972 apresentou na Câmara Federal um projeto nesse sentido. Sancionada pelo presidente Ernesto Geisel já nas proximidades das eleições de 15 de novembro de 1974, a chamada "Lei Etelvino Lins" transferiu para a Justiça Eleitoral os gastos com alimentação e transporte para os votantes do meio rural no dia das eleições, garantiu aos candidatos gratuidade de propaganda no rádio e televisão e restringiu os gastos com a campanha.
Tendo em vista as eleições indiretas para a sucessão estadual a serem realizadas em outubro de 1974, Etelvino Lins, unindo-se a antigos líderes políticos, ex-pessedistas e ex-udenistas, apoiou o nome do secretário-geral da Arena, Marco Antônio Maciel, filho de José do Rego Maciel, para o governo de Pernambuco. Diante da indicação de José Francisco de Moura Cavalcanti, que contava com a preferência do presidente Geisel, recusou-se a concorrer à reeleição à Câmara Federal, concluindo seu mandato em janeiro de 1975.
Interessado em reingressar na vida política, candidatou-se em maio de 1978 por seu estado, ainda na legenda da Arena, às eleições para a Câmara Federal marcadas para novembro daquele ano. Em 5 de agosto, desistiu de sua candidatura, alegando que, em obediência à lei de sua autoria que restringia gastos excessivos com propaganda política, estava moralmente impedido de disputar aquele pleito, o mais caro da história da Arena em Pernambuco.
Casou-se com Djanira Falcão Lins de Albuquerque, com quem teve oito filhos. Faleceu no Rio de Janeiro no dia 18 de outubro de 1980
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