Poeta, crítico e tradutor nascido em São Paulo (SP), Augusto Luiz Browne de Campos é um dos fundadores do concretismo brasileiro, movimento que revoluciona a poesia a partir da década de 1950, juntamente com Décio Pignatari e seu irmão Haroldo de Campos.
Formado em direito, publica em 1951 seu primeiro livro de poesia, O rei menos o reino, e funda a revista Noigandres (1952), origem do Grupo Noigandres que introduziu o movimento internacional da poesia concreta no Brasil. O segundo número da revista, publicado em 1955, continha sua série de poemas em cores Poetamentos, escritos em 1953 e considerados os primeiros exemplos consistentes da poesia concreta brasileira. O verso e a sintaxe convencional eram abandonados e as palavras rearranjadas em estruturas gráfico-espaciais, algumas vezes impressas em até seis cores diferentes, sob inspiração da Klangbarbenmelodie, a melodia de timbres de Webern.
Em 1956 participou da organização da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta, de artes plásticas e poesia, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Posteriormente sua obra veio a ser incluída em muitas mostras, bem como em antologias internacionais.
Como crítico e teórico publicou, entre outros, Revisão de Sousândrade (1964) e Teoria da poesia concreta (1965), o último em colaboração com Haroldo de Campos e Décio Pignatari. Dedicou-se, também, ao estudo da música erudita e da música popular brasileira, publicando O balanço da bossa (1968). Foi considerado um dos inspiradores teóricos do tropicalismo, movimento que dominou o panorama musical brasileiro no final da década de 1960.
Nas décadas seguintes, continua a desenvolver suas atividades como poeta, ensaísta e tradutor, realizando inclusive trabalhos com artistas plásticos como é o caso de Poemóbiles (1968-1974), poemas-objetos realizados em colaboração com Julio Plaza e Reduchamp (1976), com iconogramas do mesmo artista. Entre os ensaios, destacam-se Pagu: vida e obra (1982), À margem da margem (1989), Os sertões dos campos (1997) escrito com Haroldo de Campos e Música de invenção (1998). A maioria dos seus poemas encontra-se reunida em Viva Vaia (1979).
Traduziu obras dos escritores Ezra Pound e James Joyce, e do poeta Rainer Maria Rilke, entre outros. Em 1995 lança o CD Poesia é risco, reunindo 30 poemas lidos e musicados. Em seus trabalhos mais recentes, utilizou-se dos recursos da informática na elaboração poética.
Acompanhe na rede
![]()
Nosso website coleta informações do seu dispositivo e da sua navegação por meio de cookies para permitir funcionalidades como: melhorar o funcionamento técnico das páginas, mensurar a audiência do website e oferecer produtos e serviços relevantes por meio de anúncios personalizados. Para saber mais sobre as informações e cookies que coletamos, acesse a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.