Pintor fluminense, um dos mestres da pintura moderna brasileira, Alberto Guignard nasceu em Nova Friburgo (RJ) em 1896. Mudou-se com a família para a Europa em 1907. Ainda adolescente fez cursos na França e na Suíça e estudou pintura na Real Academia de Belas-Artes da Baviera, em Munique (1916), e também em Florença (1920), onde residiu por três anos. Recebeu influências de pintores como Cézanne e Matisse, e também do movimento surrealista.
Participou do Salão Nacional de Belas Artes (1924), Bienal de Veneza (1928) e da coletiva brasileira no Roerich Museum (1930), em Nova York. Retornou ao Brasil em 1929, fixando residência no Rio de Janeiro. Na ocasião, integrou-se ao cenário cultural e conheceu Ismael Nery, Candido Portinari, Di Cavalcanti e Oswaldo Goeldi, entre outros artistas. Logo passou a demonstrar sua marcante preferência pela abordagem de temas populares brasileiros, como em A Família do Fuzileiro Naval (1930) e Natureza-Morta com Peixes (1933). Muitas de suas obras foram inspiradas no Jardim Botânico e na lagoa de Itatiaia. Sua produção compreende paisagens, retratos, pinturas de gênero e de temática religiosa.
Em 1931 realizou sua primeira exposição individual na galeria carioca Pró-Arte. Participou também do Salão Revolucionário de 1931, sendo destacado por Mário de Andrade como uma das revelações da mostra. De 1931 a 1943 dedicou-se ao ensino de desenho e gravura na Fundação Osório, no Rio de Janeiro. Em 1943 orientou o Grupo Guignard, uma espécie de ateliê coletivo fundado por Iberê Camargo. A única exposição do grupo, realizada no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, foi fechada por alunos conservadores e reinaugurada na Associação Brasileira de Imprensa.
Em 1944, a convite do prefeito Juscelino Kubitschek, transferiu-se para Belo Horizonte e começou a lecionar e dirigir o curso livre de desenho e pintura da Escola de Belas Artes, por onde passaram Amilcar de Castro, Farnese de Andrade e Lygia Clark, entre outros. Permaneceu à frente da escola até 1962, quando, em sua homenagem, esta passa a chamar-se Escola Guignard.
Registrou paisagens de Minas Gerais, como Ouro Preto (1951). A mudança para Minas deu início a uma fase inovadora na carreira do artista. Em 1951 participou da I Bienal de São Paulo e dois anos depois teve realizada sua primeira retrospectiva, na capital mineira. Faleceu em Belo Horizonte em 1962.
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