A reforma do JB
O Jornal do Brasil, matutino carioca fundado em 1891 por Joaquim Nabuco e Rodolfo de Sousa Dantas, após uma série de dificuldades financeiras transformou-se, na década de 1930, em um "boletim de anúncios", deixando de lado os temas políticos e seu tradicional interesse pelas artes e pela literatura. Foi nessa época que recebeu o apelido pejorativo de "jornal das cozinheiras".
Em 1956, tendo à frente de sua direção a Condessa Pereira Carneiro e Manuel Francisco do Nascimento Brito, o jornal criou o seu Suplemento Dominical, que teve em Reinaldo Jardim seu idealizador e principal responsável. O SDJB, como ficou conhecido, abriu espaço para novos autores, poetas, cronistas, cineastas e artistas em geral, transformando-se em um suplemento literário de vanguarda.
Essa experiência incentivou a direção do jornal a introduzir novas mudanças. Para essa tarefa foi convidado Odilo Costa Filho, que contratou uma nova equipe de jovens jornalistas. Essa equipe ampliou o noticiário e introduziu modificações na 1ª página, que até então era ocupada por anúncios classificados. Foi organizada a página de esportes, sob a chefia de Jânio de Freitas e Carlos Lemos, e aí foram feitas as primeiras alterações de diagramação, com a utilização de fotos e mudanças nas matérias. O noticiário político foi ganhando destaque. Em 1959, a 1ª página foi totalmente reestruturada, passando a ser ocupada pelo noticiário e reservando uma pequena faixa para os classificados.
Em 1961, com a entrada de Alberto Dines, a reformulação do Jornal do Brasil se consolidou. Essa reforma deu ao jornal um lugar de destaque na imprensa, tornando-o um dos mais prestigiados do país e transformando-o num modelo para os demais periódicos.
Alzira Alves de Abreu
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