Revolução cubana
O movimento guerrilheiro liderado por Fidel Castro, iniciado em 1956, tomou o poder em Cuba em janeiro de 1959, com a derrubada do governo ditatorial do general Fulgêncio Batista e a nomeação de Castro como primeiro-ministro. Apesar de uma acolhida inicialmente favorável dos EUA, as relações entre o governo revolucionário cubano e Washington se deterioraram ao longo dos anos de 1959 e 1960, primeiramente devido às reformas de caráter econômico e social adotadas pelo novo governo, que afetavam diretamente os interesses econômicos norte-americanos na ilha. Além disso, Cuba iniciou um processo de aproximação econômica e política com a URSS – o vice-presidente soviético Anastas Mikoyan visitou Havana no início de 1960 e assinou uma série de acordos de comércio e ajuda econômica entre os dois países – que se constituiu num desafio gravíssimo à manutenção da América Latina como zona de influência dos EUA. O desafio se torna ainda mais grave quando se considera a estratégica localização da pequena ilha caribenha, tão próxima da costa da Flórida.
O conflito entre EUA e Cuba teria uma evolução dramática nos anos 60, com repercussões não apenas regionais mas também internacionais. Os pontos culminantes foram a tentativa fracassada de invasão da ilha, por parte de exilados cubanos apoiados pela CIA, através do desembarque na Baía dos Porcos; o bloqueio econômico de Cuba decretado pela OEA em 1962; e, finalmente, a Crise dos Mísseis, em outubro de 1962, que quase levou a um confronto militar direto entre EUA e URSS.
Alexandra de Mello e Silva
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