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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas
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Stefan Zweig nasceu em Viena, Áustria, no dia 28 de novembro de 1881, filho de Moritz Zweig e de Ida Brettauer.

Nascido numa rica família judaica, desde cedo revelou talento para a literatura, publicando seu primeiro livro, uma coletânea de poesias, aos 20 anos de idade. Estudou na Universidade de Viena, onde apresentou, em 1904, sua dissertação de doutorado sobre a filosofia de Hippolyte Tayne. Nesse mesmo ano, lançou a sua primeira biografia, a do escritor francês Paul Verlaine. Em 1906, escreveu sua primeira peça teatral.

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), já vivendo na companhia de sua primeira mulher, Frederike Maria, alistou-se como voluntário da Cruz Amarela e Preta, entidade filantrópica da prefeitura de Viena. Em seguida foi convocado para servir nos Arquivos de Guerra do exército austríaco, onde, juntamente com outros escritores, como Rainer Maria Rilke, produziu jornais para os combatentes. Durante o conflito escreveu o texto pacifista Jeremias, que alcançou grande sucesso. No final de 1917, viajou para a Suíça, onde permaneceu até o final da guerra. De volta à Áustria, estabeleceu-se em Salzburgo em 1919. Viveria na cidade até 1934, período em que escreveu seus maiores sucessos. Na década de 1920, seus livros começaram a ser filmados (em 75 anos, 56 obras de Zweig foram levadas à tela).

Pressionado pelos nazistas devido à sua origem judaica, em 1935 abandonou a Áustria e emigrou para a Inglaterra, onde residiria até 1941. Nesse período, em agosto de 1936, fez a sua primeira viagem ao Brasil, tendo sido recebido como uma celebridade. Em 1938, com a Anschluss a anexação da Áustria pela Alemanha , Zweig – como os demais judeus do país, perderam a nacionalidade austríaca; na condição de apátrida, passou a solicitar a cidadania britânica. Em meados de 1938, enquanto aguardava a resposta das autoridades inglesas, encaminhou pedido de cidadania ao governo brasileiro.

Após o início da Segunda Guerra Mundial (setembro de 1939), decidiu deixar a Inglaterra e acompanhado de sua segunda mulher, Charlotte Elizabeth Zweig, partiu para os Estados Unidos em junho de 1940 e de lá para o Brasil. O casal permaneceu no Rio de Janeiro, até janeiro de 1941, quando retornaram aos EUA para uma temporada que se prolongou por cerca de sete meses. Em agosto, foi lançado o livro Brasil, o país do futuro, um sucesso de vendas, mas pessimamente recebido pela crítica. No mês seguinte, Zweig e a mulher alugaram uma casa em Petrópolis, na serra fluminense.

Stefan Zweig e Charlotte se suicidaram no dia 23 de fevereiro de 1942, em Petrópolis.

[Fonte: DINES, Alberto. Morte no paraíso. A tragédia de Stefan Zweig. 3ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.]

   

 

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