Nelson Werneck Sodré nasceu no dia 27 de abril 1911, no Rio de Janeiro, filho de Heitor de Abreu Sodré e Amélia Werneck Sodré.
Cursou a Escola Militar do Realengo de 1931 a 1933. No ano seguinte, foi destacado para o 4o Regimento de Artilharia Montada, em Itu (SP). Nesse período, escrevia para o Correio Paulistano duas vezes por semana e começava a despontar como escritor. Após a decretação do Estado Novo (10/11/1937), tornou-se ajudante-de-ordens do general José Pessoa, designado comandante da 9ª Região Militar, em Mato Grosso, em março de 1938. Foi nessa ocasião, quando o Exército foi chamado a intervir em conflitos de terra entre grandes proprietários e agricultores pobres naquele estado brasileiro, que Sodré teria iniciado a sua rotação à esquerda, na direção do marxismo.
Ainda em 1938, publicou seu primeiro grande livro, História da literatura brasileira, uma análise das questões literárias a partir de das relações de propriedade e dos conflitos sociais. No início dos anos 1940, amigo pessoal de Graciliano Ramos, Jorge Amado e vários expoentes da literatura no período, já teria ingressado no Partido Comunista Brasileiro (PCB), então Partido Comunista do Brasil. Em 1944, iniciou o curso da Escola de Comando e Estado- Maior, concluindo-o em 1946. No ano seguinte, começou a lecionar na Escola, onde permaneceu até 1950 como chefe do Curso de História Militar.
Em maio de 1950, as eleições para a direção do Clube Militar foram ganhas pela chapa nacionalista, liderada pelos generais Newton Estillac Leal e Júlio Caetano Horta Barbosa. Participante entusiasmado da campanha nacionalista "O Petróleo é Nosso", Nelson Werneck Sodré foi convidado para dirigir o Departamento Cultural do Clube. Em represália, devido às sua posições políticas, foi transferido da Escola de Comando e Estado-Maior para o 5o Regimento de Artilharia, em Cruz Alta (RS), onde permaneceu durante quase cinco anos. Em 1956, de volta ao Rio, começou a colaborar com o vespertino Última Hora, onde escrevia a seção literária e os editoriais. Nesse período, passou a integrar a Comissão Diretora da Biblioteca do Exército e a colaborar com o jornal nacionalista O Semanário. Também foi, em 1955, que iniciou suas atividades como professor do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), instituição que contava com a desaprovação dos militares conservadores.
Após a renúncia do presidente Jânio Quadros (25/08/1961), apoiou a posse do seu sucessor legal, o vice-presidente João Goulart, que fora vetada pelos ministros militares. Por conta disso, foi preso e interrogado durante dez dias e destacado, contra a sua vontade, para servir em Belém. Insatisfeito, passou à reserva no início de 1962 n a patente de general, pois possuía o curso de Estado-Maior.
Desde então, entregou-se totalmente à atividade intelectual de escritor e ao exercício do magistério no ISEB, onde passou a chefiar o Departamento de História. Foi nesse período que desenvolveu o único trabalho em parceria de sua carreira, História nova do Brasil. Após a deposição do presidente Goulart (31/03/1964) pelos militares, teve seus direitos políticos cassados por dez anos. Refugiado em uma fazenda de parentes em Fernandópolis (SP), foi preso no dia 26 de maio e enviado ao Rio de Janeiro, onde ficou detido durante 57 dias.
Como o regime militar havia tirado de Nelson Werneck Sodré o direito de ensinar, sua atividade passou a ser exclusivamente o estudo e a produção de novos livros. Um dos trabalhos em que continuou se empenhando foi História militar do Brasil, editado pela primeira vez em 1965. A última contribuição, e também sua 58a obra, foi publicada em 1995: A farsa do neoliberalismo.
Faleceu em Itu no dia 13 de janeiro de 1999.
Era casado com Yolanda Frugoli Sodré, com quem teve uma filha.
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