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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas

<<  Climério Euribes de Almeida

Climério Euribes de Almeida nasceu em Santiago do Boqueirão, atual Santiago (RS), cerca de 1910, filho de João Euribes de Almeida e de Universina Euribes de Almeida.

Depois de trabalhar na estância de Getúlio Vargas em São Borja (RS), serviu em 1932 no 14º Corpo Auxiliar da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, então comandado por Benjamim Vargas, irmão de Getúlio. Em 1938, durante o Estado Novo, foi convidado por Gregório Fortunato para integrar a guarda pessoal do presidente Vargas. Foi então nomeado investigador de polícia e, posteriormente, entrou para o Departamento Federal de Segurança Pública. Com a deposição de Vargas (29/10/1945), foi dispensado de suas funções.

Com a volta de Vargas ao poder (31/01/1951), a guarda pessoal foi reestruturada sob a chefia de Gregório e Climério voltou a integrá-la. Desde o início, o governo foi alvo de ataques da União Democrática Nacional, segundo maior partido do país, cujo principal porta-voz era o jornal Tribuna da Imprensa, de propriedade de Carlos Lacerda. No ano eleitoral de 1954, o jornal intensificou a campanha contra Vargsa. Na madrugada de 5 de agosto, Lacerda foi vítima de um atentado ocorrido na rua Toneleros, o qual resultou na morte do major-aviador Rubens Vaz. Horas depois, o motorista de táxi Nélson Raimundo de Sousa se entregou à polícia e confessou ter dado fuga ao assassino. Segundo Nélson, ele fora contratado por Climério, que acompanhara o assassino e o ficara esperando no carro. Avisado por Gregório Fortunato, Climério conseguiu fugir.

Convencido do envolvimento de elementos de sua segurança no crime, Getúlio dissolveu a guarda pessoal. No dia 12 foram abertos um inquérito policial e um Inquérito Policial-Militar pela Aeronáutica, na base aérea do Galeão. Durante as investigações o autor do atentado, Alcino João do Nascimento, acusou Climério de tê-lo contratado. Detido na madrugada do dia 18, Climério foi conduzido para o Galeão, onde confessou sua participação no atentado e acusou Gregório de lhe haver pedido que arranjasse alguém para matar Lacerda.

Pressionado pela oposição, isolado politicamente e sob concreta ameaça de deposição, Getúlio Vargas suicidou-se em 24 de agosto de 1954.

Climério foi julgado em outubro de 1956 e condenado a 33 anos de prisão.

Morreu na Penitenciária Lemos de Brito, no Rio, em 1975.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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