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E ele voltou... o Brasil no segundo governo Vargas
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Cleanto de Paiva Leite nasceu na cidade da Paraíba, atual João Pessoa, no dia 24 de março de 1921, filho de João Batista Leite de Araújo e de Liliosa Paiva Leite de Araújo.

Em 1936, foi estudar no Recife, e começou a trabalhar no Diário de Pernambuco. Aprovado no exame vestibular para a Faculdade de Direito do Recife, aproveitou as facilidades do curso em relação à freqüência às aulas, retornando, no início da década de 1940 a João Pessoa, onde começou a trabalhar na Biblioteca Pública Estadual.

Em 1942, aprovado em concurso para técnico do Departamento Administrativo do Serviço Público, transferiu-se para o Rio de Janeiro. Naquele ano, Cleanto ainda cursava o quinto ano da Faculdade de Direito do Recife, vindo a fazer as provas finais no Rio de Janeiro no final de 1942. Em 1945, viajou para Londres a fim de realizar pesquisas no campo de administração colonial como bolsista do British Council, na London School of Economics. De 1945 a 1951 foi encarregado dos assuntos políticos do Conselho de Tutela da Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante o segundo governo de Getúlio Vargas (1951-1954) integrou a Assessoria Econômica da Presidência da República, órgão de planejamento econômico diretamente ligado à Secretaria da Presidência. Ainda nesse período participou de uma comissão criada para elaborar um projeto de renovação da estrutura administrativa do governo. Do trabalho dessa comissão resultou um documento que previa as atuais funções dos ministérios da Indústria e Comércio e do Interior, além de um sistema de planejamento e controle de gestão das empresas estatais. Foram também estabelecidas ou consolidadas agências capazes de atuar técnica, financeira e institucionalmente de modo autônomo.

Em 1951, Cleanto de Paiva Leite tornou-se representante do Brasil, no United Nations International Children’s Emergency Fund (UNICEF), função que exerceria até 1954. Ainda durante o segundo governo Vargas, foi nomeado, em agosto de 1953, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), criado em 1952. Licenciado entre 1956 e 1958, seria posteriormente reconduzido a esse cargo, que ocuparia até agosto de 1962.

Chefe de gabinete do ministro da Viação e Obras Públicas, Lúcio Meira, em 1957, foi designado, em dezembro de 1958, delegado brasileiro à conferência internacional durante a qual foi redigido o estatuto do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No início de 1960 foi eleito diretor-executivo do BID, reelegendo-se para o período 1963-1966. Renunciou ao cargo em dezembro de 1964, quando assumiu a representação desse organismo no Chile, função que exerceria até abril de 1968. De volta ao Brasil, tornou-se diretor do escritório carioca do grupo gaúcho Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga. Permaneceu nessa empresa durante alguns anos, ingressando depois na Fundação Getulio Vargas, onde criou o Instituto Brasileiro de Relações Internacionais, da qual tornou-se diretor executivo.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 7 de outubro de 1992.

Era casado com Maria Cecília de Freitas Leite, com quem teve três filhos.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

   

 

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