Comissão de Desenvolvimento Industrial
Tendo em vista a formulação de uma política industrial, em julho de 1951 Vargas criou a Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI), organismo pioneiro no âmbito da administração governamental subordinado ao Ministério da Fazenda.
A tarefa principal da CDI era o estudo e a proposição de medidas econômicas, financeiras e administrativas ligadas à política industrial. Para realizá-la, a Comissão contava com a participação de técnicos, militares e empresários como Euvaldo Lodi, Luís Dumont Villares, Edmundo de Macedo Soares, Lúcio Meira, Augusto Frederico Schmidt e Luís Simões Lopes. Era composta por várias subcomissões, das quais surgiram dois grupos executivos: a Comissão Executiva da Indústria de Material Automobilístico (Ceima) e a Comissão Executiva da Indústria de Material Elétrico (Ceime).
A CDI formulou um Plano Geral de Industrialização para o país, estabelecendo uma classificação das atividades industriais e designando os setores prioritários em que o governo deveria atuar, entre eles energia, metalurgia, transformação mineral, química, têxtil, borracha e material de construção. Sua criação foi um reforço à atuação do governo como agente econômico e favoreceu a colaboração entre setores industriais e o Estado.
A CDI foi extinta em 1954, com o fim do governo Vargas, mas renasceu em 1956, no governo Juscelino Kubitschek, com o nome de Conselho do Desenvolvimento.
Maria Celina D’Araujo
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