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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945

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Minervino de Oliveira, operário marmorista, iniciou sua militância no movimento operário em 1911. Durante a década de 10, participou de importantes mobilizações sindicais no Rio de Janeiro. Nos anos 20, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), tendo colaborado em A Classe Operária, órgão oficial do partido.

Em 1928, conquistou, junto com o também comunista Otávio Brandão, um mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, então capital federal, na legenda do Bloco Operário Camponês (BOC), frente eleitoral composta por setores do proletariado, sob estímulo principal do PCB.

Em abril do ano seguinte, presidiu a reunião inaugural do Congresso Operário Nacional, realizado no Rio de Janeiro. Nesse congresso foi deliberada a criação da Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e Minervino foi eleito secretário-geral da nova entidade.

Ainda em 1929, iniciou-se a campanha para as eleições presidenciais marcadas para março do ano seguinte. O paulista Júlio Prestes foi lançado como candidato da situação, enquanto o gaúcho Getúlio Vargas foi o nome apresentado por setores oligárquicos dissidentes, com o apoio de grande parte dos jovens oficiais que haviam promovido os levantes tenentistas contra o governo federal ao longo da década de 20. Para o PCB, entretanto, ambas as candidaturas representavam simplesmente interesses oligárquicos : a de Júlio Prestes articulada ao imperialismo britânico, a de Getúlio Vargas, mesmo sendo um pouco mais progressista, associada ao imperialismo norte-americano. Em função dessa análise, os comunistas optaram por lançar uma candidatura que, segundo o partido, expressasse uma alternativa vinculada aos interesses dos trabalhadores.

Mais uma vez se utilizando da legenda do BOC, o nome de Minervino de Oliveira foi lançado para concorrer à presidência da República, tendo o ferroviário Gastão Valentim Antunes como candidato a vice. Foram lançados ainda alguns poucos nomes à Câmara Federal e ao Senado pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. A campanha do BOC foi marcada por sistemática perseguição policial a seus militantes e candidatos. Minervino de Oliveira foi preso pelo menos duas vezes, uma em Ribeirão Preto (SP), quando presidia a relização de um congresso de trabalhadores agrícolas, e outra no bairro carioca de Bangu. O resultado eleitoral do BOC nas eleições de 1930 foi bastante negativo. Minervino obteve uma votação inexpressiva até mesmo no Distrito Federal, e nenhum de seus candidatos ao Parlamento conseguiram se eleger.

Com a vitória do movimento revolucionário de outubro de 1930, que levou Vargas ao poder após sua derrota nas urnas, Minervino voltou a ser preso por mais algumas vezes.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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