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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945
<<  Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 1881.

Jornalista e romancista, chegou a freqüentar a Escola Politécnica, no Rio de Janeiro, onde conheceu Bastos Tigre, que o convidara a trabalhar em várias publicações, inclusive A Santana, jornal do meio estudantil. Porém, devido a motivos financeiros, foi obrigado a abandonar o curso.

Em 1903, tornou-se funcionário, por concurso, da Diretoria do Expediente da Secretaria de Guerra. Em dezembro de 1907 fundou, com um grupo de amigos, a revista Floreal, tendo por princípio o "antiacademicismo". Em 1912 iniciou a publicação de As aventuras do Dr. Bógoloff, obra vendida em bancas de jornal. Os seus escritos são marcados pela sátira e ironia, refletindo as dificuldades que o autor, mulato e de origem humilde, enfrentava no meio intelectual. A cidade do Rio de Janeiro foi freqüentemente tomada como objeto de inspiração em seus contos e romances. Parte expressiva de sua obra foi lançada sob a forma de folhetins, em jornais e revistas, como Careta, Fon-Fon, O Malho, O Diabo, Riso, D. Quixote, ABC, Jornal do Comércio, A Noite e Correio da Manhã.

Em 1917, aposentou-se da Secretaria de Guerra, em decorrência, segundo o laudo, de "epilepsia tóxica", tendo sido internado pela primeira vez no hospício. Nesse mesmo ano, candidatou-se sem sucesso à Academia Brasileira de Letras (ABL). Ainda em 1917 escreveu várias matérias jornalísticas nas quais acusava a burguesia pela miséria social, defendia a luta armada e condenava o imperialismo econômico dos EUA. Em maio de 1918, lançou o "Manifesto maximalista" no ABC, que terminava com o grito de guerra "Ave Rússia!". Candidatou-se mais uma vez à ABL em 1919, novamente sem sucesso. Nesse mesmo ano, voltou a ser internado no hospício. No seu Diário íntimo, publicado após a sua morte, registrou as impressões mais profundas dessa experiência. Na revista Careta escreveu, em 1922, um artigo em que considerava o movimento modernista como "simples macaquice do futurismo".

Além das obras já citadas, publicou Recordações do escrivão Isaías Caminha (1909), Triste fim de Policarpo Quaresma (1915) e, postumamente, Clara dos Anjos (1948) e Cemitério dos vivos (1953), entre outros títulos.

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1922.

   

 

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