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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945

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Jorge Luís Gustavo Street nasceu em 1863, no Rio de Janeiro.

Médico, formou-se em 1886 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. A partir de 1896, passou a dedicar-se à indústria têxtil, adquirindo fábricas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1890, foi eleito para a diretoria da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional. Quatro anos depois, participou da primeira diretoria do Centro Industrial do Brasil (CIB), entidade que presidiria entre 1912 e 1926.

Nas primeiras décadas do século, publicou um grande número de artigos na imprensa em defesa da indústria nacional e do protecionismo alfandegário, ao mesmo tempo em que tornava-se um pioneiro na adoção de medidas de assistência social em suas fábricas, como melhorias nas condições de higiene dos estabelecimentos, criação de creches e grupos escolares, construção de residências, ambulatórios, praças de lazer e outros benefícios.

Em 1914, passou a residir em São Paulo. Em 1917, defendeu as reivindicações operárias junto ao patronato durante a greve daquele ano na capital paulista, após atendê-las em suas fábricas. Nessa ocasião, explicitou opinião segundo a qual a greve, por suas profundas implicações sociais, não poderia ser tratada como um simples problema policial. Em setembro desse ano, defendeu, em artigo no Jornal do Comércio, a licença de dois meses para as trabalhadoras gestantes e, em seguida, promoveu reformas na sua fábrica Maria Zélia do modo a transformá-la em um estabelecimento modelar. Pouco depois, concedeu férias remuneradas a seus funcionários, sofrendo, por isso, críticas dos demais empresários.

Favorável ao reconhecimento dos sindicatos operários, segundo ele um fruto da própria evolução do capitalismo, defendia, ainda, o estabelecimento do contrato coletivo de trabalho e, antes da década de 20, sugeriu a criação de uma legislação trabalhista. Apesar disso, em 1919, manifestou-se contrário à redução da jornada de trabalho para oito horas diárias, reivindicada pelos trabalhadores, só mudando de posição após ser convencido pelo empresário Francisco Matarazzo sobre a possibilidade de compensar as perdas decorrentes da medida repassando-as para o preço dos produtos.

Em 1928, participou da fundação do Centro Industrial do Estado de São Paulo (CIESP), fazendo parte da sua primeira diretoria. No ano seguinte, enfrentando dificuldades financeiras, encerrou suas atividades industriais.

A partir de março de 1931, participou da montagem do recém-criado Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, colaborando na elaboração de diversas leis trabalhistas, inclusive da que regulava a sindicalização. Em 1934, participou da fundação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), integrando a sua primeira diretoria.

Morreu em São Paulo, em 1939.

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