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A Era Vargas: dos anos 20 a 1945
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João Gomes Ribeiro Filho nasceu em Maceió, em 1871.

Militar, matriculou-se em 1889 na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Durante o ano de 1894, combateu a Revolta da Armada, deflagrada contra o governo do presidente Floriano Peixoto na baía da Guanabara. Manteve sempre uma postura legalista diante dos levantes tenentistas da década de 20 e deu combate à Coluna Prestes quando da passagem desse exército guerrilheiro pelo estado do Piauí, em 1925. Em 1928, foi eleito presidente do Clube Militar.

Em 1930, manifestou posição contrária ao movimento insurrecional que levou Getúlio Vargas à presidência da República. Não teve, contudo, dificuldades em ganhar a confiança do novo regime, sendo nomeado comandante da 1ª Região Militar (1ª RM), sediada no Rio de Janeiro. Exonerou-se, porém, desse cargo por se opor às atividades de vários de seus subordinados no Clube 3 de Outubro, organização criada para dar maior coesão política aos "tenentes" revolucionários.

Foi acusado de ter conspirado a favor do movimento constitucionalista, deflagrado pelas forças políticas paulistas contra o governo de Vargas, em 1932. Sua participação na conspiração, porém, jamais ficou comprovada. Seu filho, contudo, o tenente João Gomes Ribeiro, engajou-se na causa paulista, tendo perdido a vida em combate.

Em março de 1933, foi nomeado para o comando da 5ª Região Militar, em Curitiba. Em maio do ano seguinte, foi transferido para o comando da 3ª RM, em Porto Alegre. Em seguida, voltou a assumir o comando da 1ª RM, na capital federal. Ocupava esse último posto, quando foi decretada, com seu apoio, a Lei de Segurança Nacional, em abril de 1935.

Em maio desse ano, foi nomeado ministro da Guerra. Ainda durante o ano de 1935, tomou medidas severas contra a participação de militares na Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente de esquerda organizada a partir de um programa antifascista e antiimperialista. Em novembro, comandou pessoalmente a repressão ao levante armado promovido por setores da ANL no Rio de Janeiro. Após o levante, intensificou a perseguição aos elementos de esquerda pertencentes ao Exército, cassando a patente de vários deles.

No decorrer do ano seguinte, manifestou-se contrário à intervenção militar tramada por Vargas no Rio Grande do Sul, com a finalidade de afastar o governador Flores da Cunha, último grande obstáculo à concretização dos projetos continuístas do presidente da República. Por conta disso afastou-se do ministério em dezembro de 1936. Em março de 1937, foi transferido para a reserva.

Morreu em 1947, no Rio de Janeiro.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

   

 

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