Honório Lemes da Silva nasceu em Cachoeira do Sul (RS), em 1864.
Membro de uma família pobre, teve pouca instrução. Em 1893, participou da Revolução Federalista, movimento armado deflagrado no sul do país contra o governo do presidente Floriano Peixoto, estendendo-se até 1895.
Em 1923, voltou a pegar em armas, dessa vez para lutar contra a posse de Borges de Medeiros no governo gaúcho, reeleito para o quinto mandato consecutivo. Os maragatos, como ficaram conhecidos os rebeldes, liderados por Joaquim Francisco de Assis Brasil, enfrentaram durante todo aquele ano as tropas legalistas, só cessando as hostilidades após a assinatura do Pacto de Pedras Altas. Por esse acordo, os rebeldes aceitavam o novo mandato de Borges, que por sua vez comprometia-se a não buscar nova reeleição.
Em novembro do ano seguinte, voltou a rebelar-se, dessa vez em apoio aos jovens oficiais militares que, liderados por Luís Carlos Prestes, sublevaram unidades do Exército no interior gaúcho contra o governo federal presidido por Artur Bernardes. Seu talento como líder militar valeu-lhe fama de grande estrategista.
Em 1925, foi preso e levado para Porto Alegre. Logo, porém, conseguiu fugir e exilou-se na Argentina.
Apoiou a candidatura presidencial derrotada de Getúlio Vargas, em 1930. Exercendo a profissão de carvoeiro, deixou sua família em extrema miséria após sua morte, ocorrida em Santana do Livramento (RS), em setembro de 1930, poucos dias antes do início do movimento armado que levaria Vargas à presidência da República.
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